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19/03/2005 10:51

Assembléia guarani-kaiowá em Antonio João

Spensy Pimentel/ABr

Uma faixa estendida recepciona os convidados e representantes de mais de 20 comunidades guarani-kaiowá que começam a chegar em Nhande Ru Marangatu: "Desnutrição se acaba com demarcação de terras". A Aty Guasu (Reunião Grande) acontece neste final de semana na região indígena que fica no município de Antônio João, numa área que já foi demarcada, mas mesmo assim tem uma ordem de reintegração de posse impedindo que quase 600 índios ocupem seus cerca de 9,3 mil hectares.

O antropólogo da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul que está em Dourados e estuda os guaranis há cerca de 20 anos, Levy Marques Pereira, explica que a "Aty Guasu surgiu nos anos 1980, a partir da articulação dos líderes religiosos, que então convidaram os líderes políticos para se juntar a eles e atacar os problemas enfrentados pelas comunidades."

Na quinta-feira, quando estavam chegando de ônibus, os participantes eram recebidos pelos líderes religiosos, que entoavam cantos sagrados utilizando adornos e portando os maracás – chocalhos especiais utilizados nessa ocasião. Dezenas de crianças da comunidade também cantavam guaxiré, um canto alegre, de festas tradicionais. Dançaram por toda a noite, uma característica da Aty Guasu, para durante o dia discutirem política.

Os três principais assuntos da reunião serão "terra e desnutrição", "política indigenista" e "organizações e lutas indígenas Kaiowá/Guarani". O líder da comunidade Tey Kue, de Caarapó, Silvio Paulo, fala sobre o primeiro tema: "os programas de segurança alimentar do governo estadual e do governo federal ajudam muito, mas nos sentimos como galinhas ou porcos, que são alimentados todo mês, e depois continuam trancados no chiqueiro. Para resolver o problema da desnutrição, nós precisamos é de terra".

A assembléia reúne indígenas de todas as aldeias Kaiowá do estado, e acontece em Cerro Marangatu porque esta terra precisa ser homologada para que seja garantida a presença dos indígenas em seu território, que já está identificado e demarcado. Espera-se a participação do senador Eduardo Suplicy, do deputado Pedro Kemp, do Mato Grosso do Sul, e também foram convidados o secretário de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, e a ministra do Meio-Ambiente, Marina Silva.

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