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25/03/2010 23:17

Alergias respiratórias acometem mais de 40% das crianças

ASBAI

Estatísticas divulgadas pela ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia) apontam que a prevalência das alergias respiratórias na infância é elevada, atingindo mais de 40% do público infantil. No Brasil, estima-se que cerca de 30% das crianças, entre 6 e 7 anos, apresentam rinite alérgica, e 15% têm asma.

Especialista em alergia pediátrica, Ana Paula Castro, presidente da ASBAI-SP, explica os principais sintomas e os cuidados que as mães devem ter nessa época do ano, período em que ocorre a mudança de estação, do verão para o outono. A médica também ressalta que as doenças alérgicas podem se manifestar em qualquer idade. “Algumas das alergias podem ser curadas, outras controladas. O importante é tentar detectar o agente desencadeador, para poder combatê-lo. É fundamental lembrar que há um componente genético que não pode ser mudado”, informa.

Sintomas
Alguns sintomas são muito característicos, como as crises de espirro e a coceira nasal frequentes, especialmente quando os pacientes entram em contato com a poeira ou fumaça de cigarro. De acordo com a Dra. Ana Paula Castro, é fundamental saber que gripes ou resfriados recorrentes, sinusites de repetição e mesmo sangramentos nasais podem estar relacionados a quadros de alergia. “No caso da asma, além das crises de chiado, quadros de tosse recorrentes e pouca vontade de praticar esportes, podem esconder este diagnóstico. É importante lembrar que pais alérgicos têm uma chance maior de gerar filhos com alergia”, alerta.

Cuidados
A especialista da ASBAI alerta que as alergias mal cuidadas podem se tornar graves. A asma, por exemplo, se for subdiagnosticada pode evoluir para lesões pulmonares irreversíveis. Ana Paula explica que as rinites em tratamento aumentam a chance do desenvolvimento de asma. “É fundamental descobrir o alérgeno envolvido no caso de alergia alimentar e a medicamentos. Crianças podem apresentar quadros graves como os adultos; consequências de quadros mal cuidados podem persistir por toda a vida adulta”, explica.

A médica orienta que as mães devem agir com serenidade e procurar se informar ao máximo. “Hoje em dia, há muito o que se fazer para pacientes alérgicos, principalmente na prevenção e no tratamento medicamentoso. No caso das alergias respiratórias, o controle do ambiente domiciliar pode ser útil, como por exemplo, proibir o fumo e evitar o acúmulo de poeira, removendo carpetes e tapetes, tornando o quarto de fácil limpeza e removendo bichos de pelúcia”, informa.

Tratamento
O tratamento de alergia é bem específico para cada caso. Em algumas situações, o paciente submete-se à aplicação de medicamentos e vacinas. Em outros, é recomendável o controle do ambiente, evitando proliferação de ácaros e demais alérgenos. É imprescindível que o paciente seja acompanhado por um alergista.


Outras alergias na infância

As alergias alimentares também são comuns na infância. Ana Paula diz que a criança que manifesta alergia alimentar tem chances de desenvolver outras alergias como asma e rinite alérgica, além de dermatite atópica.

Algumas crianças têm alergia ao leite materno. Os sintomas podem ser muito variados, entretanto, os mais característicos são aparecimento de bolinhas ou placas avermelhadas na pele que coçam bastante. Pode haver inchaços nos lábios, olhos e sintomas intestinais como vômitos e diarréia. Nos quadros mais graves, pode haver desconforto respiratório e a criança precisar de auxílio para respirar. Em geral, estes sintomas ocorrem até quatro horas após a ingestão do alimento. “A alergia ao leite pode acometer até 5% das crianças. Apesar de não tão assídua, deve ser adequadamente diagnosticada e, principalmente, não deve ser confundida com intolerância à lactose, problema frequente na infância”, informa.

Outras manifestações comuns nessa fase são as reações alérgicas a picadas de insetos.

Sobre a ASBAI
A Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia existe desde 1946. É uma associação sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cujo objetivo é promover o estudo, a discussão e a divulgação de questões relacionadas à Alergologia e à Imunologia Clínica, além da concessão de Título de Especialista em Alergia Clínica e Imunologia a seus sócios, de acordo com convênio celebrado com a Associação Médica Brasileira.

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