Cassilândia, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

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26/08/2016 18:00

A vida do Bandeira

Corino Rodrigues Alvarenga

O apelido Bandeira parece uma piada pronta, afinal é assim como sempre ficou conhecido Altino Marques Formiga, já que o tamanduá-bandeira alimenta-se de formiga e daí, de forma irônica, ele passou a ser chamado de Bandeira.

Altino Formiga nasceu na Paraíba, na cidade de Souza, no dia 10 de março de 1926, filho de Antônio Marques Formiga e Francisca Rodrigues Formiga. Estudar nunca foi o seu forte e ele frequentou a escola até a terceira série primária. Trocou o banco da escola pelo trabalho árduo ao lado do pai.

Ele lembrou que naqueles tempos de seca inclemente no sertão nordestino, a vida estava realmente muito difícil. Apesar disso, ele foi à luta, ganhou a luta pela sobrevivência e casou com Maria Alice Formiga de Sá, no dia 31 de julho de 1946. Ela era de família influente, de fazendeiros e políticos, muito conhecida na Paraíba. E nasceram os filhos: Sônia, Lisieux (a primeira professora deste historiador e esposa de Nelsinho do Escritório Contalex), Lusimar, Solange, Antônia e Osmar.

- A situação lá em Souza não estava boa. Por intermédio de informações de parentes de Catanduva, resolvemos vir para o interior de São Paulo, que naquela época prometia mais do que o sertão nordestino – lembrou Bandeira, acrescentando que no ano de 1951 a família chegou ao interior paulista, para trabalhar com transporte de carga em seu caminhão com motorista particular.

Um dia resolveu ouvir os conselhos do amigo Antônio Ananias e veio para a nossa região com suas terras férteis e promissoras. Mas ele confessou que ao chegar aqui ficou decepcionado, pois as estradas eram muito precárias e as dificuldades maiores ainda.

Seu Bandeira disse que uma viagem até Paranaíba, terra imortalizada na obra Inocência, de Visconde de Taunay, chegava a demorar até oito dias, chegando a ficar mais de uma semana para chegar em Três Lagoas, localizada a cerca de 280 quilômetros daqui. Era atolando e abrindo picadas e desvios, enfim, um drama que só viveu para contar.

O nosso amigo Bandeira teve em Sebastião Leal um grande amigo, sendo este o responsável pela recepção em terras de Cassinha. E assim Bandeira foi nomeado motorista da Prefeitura de Cassilândia na gestão de Leal, lá pelo ano de 1954.

Ele foi também taxista durante anos, transportador de tijolos, telhas, materiais e cargas diversos, e até motorista de caminhão basculante. Estava a fazer carretos de Paranaíba, Aparecida do Taboado, Três Lagoas, Alto Tamandaré e a outras regiões.

Enquanto ele estava na estrada, a esposa Maria Alice atuava como agente dos Correios, além e professora de artes manuais nas escolas de primeiro grau; depois passou a vender roupas feitas e joias. O dinheiro que entrava servir para as despesas do lar e assim a família foi progredindo.

Há algumas histórias lembradas pelo amigo Bandeira. Ele passou a morar na rua de seu compadre, isto é, Laudemiro Ferreira de Freitas, uma justa homenagem a outro pioneiro.

- Eu lembro das jardineiras. Eram uns caminhões adaptados para ônibus. Na frente, a cabine; no meio, três sessões para passageiros e no fim da carroçaria ficava a seção de cargas e volumes – disse ele com um brilho dos olhos fincados no passado.

Ao ser entrevistado por este historiador, ele se apresentou com sua baixa estatura, ligeiramente gordo, com uma barriga expressiva e um sorriso fácil e amigo, naquele ano de 1985.

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