Cassilândia, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

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01/11/2005 09:22

A melhor notícia: liberado o trânsito de animais em pé

Fernanda Mathias/Campo Grande News

Com exceção dos cinco municípios interditados, considerados áreas de risco, não há restrições para o trânsito de animais suscetíveis à febre aftosa, seus produtos, subprodutos e materiais de multiplicação de Mato Grosso do Sul a outras Unidades da Federação. A exceção é Santa Catarina, único estado considerado área livre de febre aftosa sem vacinação. É o que determina a instrução normativa de nº 34, de 31 de outubro, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira. A medida também restringe o embargo no Paraná, onde a doença ainda está sob suspeita.

O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Gabriel Alves Maciel, justifica que as ações sanitárias e as atividades de vigilância e fiscalização executadas em Mato Grosso do Sul para contenção e eliminação dos focos de febre aftosa diagnosticados no ano em curso têm possibilitado restringir a ocorrência da doença à área de risco sanitário estabelecida no referido Estado. O corredor sanitário em Mato Grosso do Sul se restringe a Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã e Mundo Novo.

Com a medida, o Estado consegue retomar 80% dos negócios que tinha antes da crise em função da aftosa, segundo o presidente da Acrissul (Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul), Laucídio Coelho Neto.

No caso do Paraná, onde foram identificadas “suspeitas de ocorrência de doença vesicular com vínculo epidemiológico com a área de risco estabelecida no Estado do Mato Grosso do Sul” e onde foram adotadas medidas preventivas pelo serviço veterinário oficial local, são considerados área de risco os municípios com propriedades em investigação: Amaporã,
Loanda, Grandes Rios e Maringá.

As áreas de risco poderão ser modificadas, de acordo com a evolução das investigações epidemiológicas e dos trabalhos de vigilância sanitária animal em execução. Nelas está proibido o egresso para os mercados nacional e internacional de animais susceptíveis à febre aftosa, seus produtos, subprodutos e materiais de multiplicação.

Ainda no caso do Paraná foram impostas restrições para municípios limítrofes aos interditados: Ângulo, Ariranha do Ivaí, Astorga, Cidade Gaúcha, Cruzmaltina, Doutor Camargo, Faxinal, Floresta, Guairaça, Guaporema, Iguaraçu, Ivaiporã, Ivatuba, Jardim Alegre, Lidianópolis, Mandaguaçu, Marialva, Marilena, Mirador, Nova Londrina, Ortigueira, Paiçandu, Paranavaí, Planaltina do Paraná, Porto Rico, Rio Branco do Ivaí, Rosário do Ivaí, Santa Cruz de Monte Castelo, Santa Isabel do Ivaí, Santa Mônica, São Pedro do Paraná e Sarandí.

Nestes as autoridades do serviço veterinário no Estado do Paraná poderão autorizar e controlar o egresso, para comércio intra-estadual, de produtos e subprodutos cárneos e lácteos, industrializados ou não, que tenham sido submetidos a tratamentos físicos ou químicos capazes de inativar o vírus da febre aftosa, de acordo com diretrizes estabelecidas pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal).

Laucídio Coelho Neto ressalta que com a medida Mato Grosso do Sul agora fica impedido apenas apenas de exportar, reabilitação que é prevista para acontecer seis meses após o sacrifício dos últimos animais contaminados.
O presidente da Acrissul afirma que não há razões técnicas para o veto, uma vez que os focos não saíram do raio de 25 quilômetros de isolamento, ficando restritos a Eldorado e Japorã. Mato Grosso do Sul é o maior produtor de carne do País, são 900 mil toneladas ao ano. Abate em seu território cerca de 300 mil animais mensalmente e outros 90 mil bovinos em pé seguem para São Paulo.

Também é São Paulo principal destino das carnes do Estado, absorve cerca de 70%. Com a liberação do trânsito do gado em pé, a perspectiva de Laucídio é que a arroba que teve um grande baque reaja. Já está em R$ 46,00, mas antes da confirmação do primeiro foco, em 8 de outubro, estava na casa dos R$ 56,00.

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