Cassilândia, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

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28/01/2007 00:05

A crônica do Corino - Violência

Corino Rodrigues Alvarenga
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Não é preciso recorrer às estatísticas para chegar à óbvia conclusão que o Brasil é um País com altos índices de violência.
Quando se ouve, entretanto, as autoridades recorrendo às entrevistas midiáticas, tem-se a doce ilusão de que “os índices de violência em nosso município são normais e não são alarmantes de maneira nenhuma”.
Ora bolas! Qualquer cidadezinha brasileira, por menor que seja, apresenta números de assaltos, roubos, furtos, homicídios, seqüestros, além dos “normais” índices da corrupção brasileira, responsável por boa parte do nosso querido Pib, o tal do Produto Interno Bruto, altamente preocupantes, altamente alarmantes, altamente absurdos.
Dizem que temos um Brasil informal que é do tamanho do Brasil formal ou legalizado. Eu diria que o Brasil das notas frias e das notas fiscais inexistentes é infinitamente maior do que o Brasil do caixa 1.
São dois brasis que compõem um só Brasil. E os dois brasis fazem deste Brasil, senão uma nação, um País extremamente violento.
O tráfico de drogas, cada vez mais crescente e em ritmo exponencial, não passa de uma porta escancarada que leva a todo tipo e formato de crimes.
Mas não se pode analisar o tráfico de drogas, bem como todo e qualquer tipo de ilegalidades, tendo como bases a origem (quem produz), o intermediário (quem repassa), e o destinatário (quem usa).
Há o facilitador (a autoridade constituída), esse, sim, o grande responsável por boa parte das grandes falcatruas. O crime em grande escala só existe porque a lei não é cumprida e daí por diante.
Por que você compra um DVD pirata em qualquer esquina diante do olhar conivente das autoridades?
Por que você joga no bicho na hora que bem entende sem qualquer tipo de risco?
Por que as pessoas não respeitam o farol vermelho sob as bênçãos do sol escaldante e ninguém aparece para puni-lo?
Quantas vezes, neste País, os produtos do tráfico de drogas, de furtos, de roubos e de seqüestros do bem público ou particular não são transportados nos veículos públicos, com chapas oficiais, com direito ao “jeitinho brasileiro” na hora da fiscalização?
É este o Brasil informal que nós, como brasileiros, estamos construindo. E estamos construindo este País há cinco séculos. Para ser mais preciso, cinco séculos, seis anos e mais 25 dias.
É por isso que os índices de violência estão cada dia mais alarmantes, ainda que as autoridades insistam em dizer que “o índice de violência são normais e absolutamente dentro da média nacional”.
E agora eu chego ao fim do fio do novelo: a média nacional. Só que a média nacional é alarmante, preocupante, uma verdadeira bomba-relógio.
Só há um caminho para se combater a violência: educação.
E para que a educação funcione não pode haver desvio de recursos para se dar aquela linha de transporte escolar para o vereador votar nos projetos do prefeito na Câmara, para se dar uma ponte de concreto para o deputado votar nos projetos do governador ou para se dar um ministério com supercofre para o deputado ou o senador votar nos projetos do presidente.
Só com um sistema educacional eficiente e, sobretudo, honesto, pode acreditar, amigo leitor, é que iremos ter um País com índices de violência normais e dentro de níveis aceitáveis em comparação com as nações tidas como desenvolvidas.
Educação, prato de comida sobre a mesa e trabalho digno para o povo são as melhores receitas antiviolência. Só as chamadas autoridades competentes não sabem disso. Ou se sabem, e isso seria o pior, nada fazem.

Corino Rodrigues de Alvarenga
Contato com o colunista:
corino_leia@hotmail.com

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