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A crônica do Corino - O exercício do voto

Corino Rodrigues Alvarenga
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A crônica do Corino - O exercício do voto
Terça-feira, 26 de Setembro de 2006 06:14
Corino Rodrigues Alvarenga


O exercício do voto


Amigos leitores, hoje quero falar abertamente com você, sem frescuras, sobre a sua responsabilidade que terá no domingo que vem ao se deparar com a urna eletrônica. Você terá a missão de votar e de, portanto, escolher os futuros governantes destes País.
Se você é daqueles que pensam que todo político é igual e que todo mundo é corrupto, desculpe a falta de educação, mas o grande errado é você. Há políticos e políticos.
De onde vêm os políticos? Eles não vêm do povo? Eles não foram feitos por Deus a nossa imagem e semelhança?
Se há políticos honestos ou corruptos no serviço público, a responsabilidade é toda do eleitor e nós, enquanto brasileiros, somos os principais responsáveis por isso.
Pare para pensar, amigo eleitor (e leitor, também, com o perdão pelo trocadalho do carilho): quantas vezes você votou só por que ganhou bens materiais, dinheiro ou porque simplesmente o seu dotô ofereceu tratamento gratuito para você e para seus familiares? Quantas vezes você votou no seu dotô só porque ele fez uma cirurgia ou salvou a sua vida? A sua resposta, séria e reflexiva, é quem está dizendo em que categoria de eleitor você se enquadra.
Sinto muito, mas, se você fez isso, perdão... você é um alienado. O médico, meu amigo, fez juramento e é a primeira obrigação profissional dele salvar vidas. E mais: ninguém atende de graça. O Sus está aí para pagar a conta.
O mesmo acontece com outros profissionais: o advogado, o dentista, o empresário. O voto é seu e vendê-lo é um desserviço que se presta ao País. E o País somos nós – cada um com a sua cota exata de responsabilidade. Então, meu amigo, você já vendeu o seu voto?
Fiz aqui como Sócrates antes de tomar cicuta: dei-te corda para você se enforcar ou para se desmoralizar. Se você foi absolvido pelo tribunal da sua consciência, reconheço: o seu voto tem sido um instrumento de boa eficácia, portanto.
E olha, amigo eleitor, todo povo tem o governo que merece, diz essa frase batida, mas verdadeira. Se vivêssemos sob um regime ditatorial, tudo bem. Não. Temos um regime democrático (e a única aberração dentro das convenções sociais brasileiras é a obrigatoriedade do voto, o que para mim, reforço, é uma verdadeira ignomínia), que oferece a possibilidade de manter o que está indo bem e mudar o que vai mal.
Quem vende o voto é igual prostituta: não vale o que recebe. O futuro do Brasil é um carrasco e irá cortar o seu pescoço se fizer besteira na urna hoje.
Que Previdência Social você irá deixar para os seus netos? Que sistema de saúde pública você deixará como legado às futuras gerações?
Acredite nisso: você é o brasileiro mais importante deste País. E no domingo próximo, mais ainda. Acredite piamente nisso também: você é o agente da transformação, pois a grande revolução moral, ética e cultural deste País eternamente deitado em berço esplêndido não depende dos políticos. Depende, isso sim, de você. Do seu voto. Você é, afinal, o que você acredita ser.
A mesma revolução que envolve a ascensão do padrão das políticas públicas e da elevação do País ao patamar de Nação cidadã também depende do seu voto.
É fácil arrumar desculpa depois para tentar justificar o fracasso. A fronteira do fracasso e do sucesso é mais tênue do que o fio da navalha. Qualquer bobeada, dançou.
Então, para concluir, digo o seguinte: há dois caminhos para se escolher – o de um futuro de sucesso e o de um futuro de fracasso para o Brasil. Quando estiver diante daqueles números do teclado da urna eletrônica, caberá a você dizer que futuro você quer para o seu País.


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