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24/02/2007 07:03

A crônica do Corino - Casamento paquistanês

Corino Rodrigues de Alvarenga
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Casamento paquistanês

Essa só poderia ser mesmo do Paquistão, país localizado ali bem pertinho do Afeganistão e do Iraque, um local propício, portanto, para se criar terroristas em cativeiro. O lugar é bastante tranqüilo. Duvida? Pergunte ao amigo Osama Bin Laden.
Há, a bem dos fatos, uma ligação internacional envolvendo o Paquistão e o Norte da Itália. Leia a notícia publicada no site www.cassilandia.com.br. Em seguida, este colunista, sempre metido a engraçadinho, volta para pôr a sua colher de pau no meio da conversa. Ou pelo meio, como diria o meu amigo José Sena, o psicólogo de Jacobina. Sem mais delongas e sem lengalenga, lá vamos nós.

“Com medo de demissão, jovem se casa pelo telefone
Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007 09:58

Um jovem casal paquistanês que se casou pelo telefone conseguiu ter a cerimônia reconhecida pela Justiça italiana. O noivo, um residente do norte da Itália, disse que temia perder o emprego caso viajasse ao Paquistão para o casamento.
A cerimônia foi então realizada pelo telefone e os noivos obtiveram uma certidão de casamento paquistanesa.
A embaixada italiana no Paquistão, no entanto, estava proibindo que o noivo trouxesse sua esposa para viver legalmente na Itália por causa da forma como os dois se casaram.
Segundo a decisão da Justiça de Milão, os diplomatas italianos agiram ilegalmente.
Para o juiz, o que importa é que o casamento por telefone é reconhecido no país de origem do casal.
O paquistanês chegou a mostrar no tribunal um vídeo de sua festa de casamento, com seus parentes comemorando, mas sem a presença do próprio noivo.”

Esse tipo de casamento não daria certo no Brasil. Aliás, casamento nenhum dá certo no Brasil. Exceto, é lógico, o dos políticos com os cofres públicos. Esse, amigo, está registrado no cartório e com consentimento do padre. E do pastor também. E é eterno. Não acaba nunca. Nem trabalho de pai-de-santo dá jeito.
E por que esse tipo de casamento por telefone não daria certo no Brasil? Porque a ligação é muito cara, porque vem sempre aquele aviso chato do tipo “não foi possível completar esta ligação... tente mais tarde...” ou “este número de telefone não existe...”
Seria o caos, amigo.
E por que mais? Porque, no Brasil, amiguinho, ninguém perde o emprego por causa de casamento. Aqui o cara perde o emprego é por causa do desemprego mesmo, por causa da taxa Selic que não desce nunca, por causa da Ana Paula Arósio que não desfilou pela Mangueira, por causa do Sílvio Santos que trocou mais uma vez o horário do programa do Ratinho, por causa da eliminação daquela loira lindíssima do Big Brother Brasil e daí por diante.
Quer mais, amigo?
Bem... quer saber de uma? Eu desisto. Sou brasileiro e não deveria desistir nunca. Mas desisto.
E tem mais: se esse paquistanês morasse no Brasil, ele nem pensaria em casamento com a sua paquistanesa.
Ele estaria, sim, é curando a ressaca do carnaval depois de ter tomado um caminhão de latinhas de cerveja. Ou de cachaça Cabeceira do Rio.
Depois de uma semana de carnaval em Salvador, o Ibrahim (seria este o seu nome?) encontraria com o amigo baiano Adaberto, ali na descida do Pelourinho, com o abadá cheio de serpentina, touca do Olodum, short azul e vermelho do Bahia, e ouviria a pergunta infalível:
- E o casamento, meu guerreiro?
- Casar com aquela paquistanesa? É ruim, hein!?

Corino Rodrigues de Alvarenga
Contato com o colunista:
corinorodrigues@hotmail.com

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