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18/06/2016 09:00

7 fatos que você não sabia sobre a febre

BabyCenter Brasil

1 - Febre mesmo é a partir de 37,5 graus

O comum é achar que é febre se a temperatura no termômetro tradicional (embaixo do braço) medir acima de 37 graus, mas, em termos médicos, não é bem assim. Há crianças com uma temperatura mais alta, por volta de 37 graus, mesmo que não haja nada de errado.

A temperatura pode subir um pouco naturalmente por motivos como calor ambiente, banho quente e até excesso de roupa. Existe também uma variação por horário: temperatura mais alta no final da tarde e menor de manhãzinha.

Os especialistas consideram uma temperatura entre 37 e 37,5 graus em um bebê que apresenta mal-estar como um estado febril, não febre propriamente dita. Lembrando que termômetros de ouvido marcam uma temperatura mais alta.

2 - Febre de infecção bacteriana é diferente de febre de vírus

A febre viral acontece quando o corpo está lutando contra uma doença causada por um vírus, como no caso de uma gripe ou resfriado. Esse tipo de febre tende a passar em até três dias e não se cura com antibióticos.

Já a febre bacteriana é provocada por uma infecção onde uma bactéria está presente, como em certos tipos de otites (que também podem ter origem viral) e infecções urinárias. Nestes casos o pediatra pode receitar antibiótico para combater a doença.

Febre há mais de 48 horas exige, portanto, uma ida ao médico para ver se não há infecção bacteriana.

3 - Em bebês com menos de 3 meses, febre é sempre urgente

Se o bebê tem menos de 3 meses, uma temperatura acima de 37,8 graus já é considerada preocupante, então procure atendimento médico o mais rápido possível.

Não dê nenhum remédio antes, a menos que sob orientação médica, já que é melhor não mascarar os sintomas antes de o bebê ser examinado. Bebês novinhos não necessariamente apresentam sinais típicos de infecções mais graves.

É bem possível que seu filho precise realizar exames de sangue e de urina para determinar se há uma infecção bacteriana por trás da febre. Em alguns casos (como quando há suspeita de meningite, outros exames mais específicos também são feitos).

4 - Febre desidrata o corpo rapidamente
Quando há febre, o corpo apresenta rápida perda de líquido através da transpiração e até da respiração, aumentando o risco de desidratação, mesmo que não haja vômito nem diarreia.

Essa queda deve ser constantemente reposta pela ingestão de mais líquidos (para bebês que mamam no peito, basta aumentar o número de mamadas).

A hidratação adequada ajuda até a controlar a febre e reduzir a chance de efeitos colaterais dos medicamentos antitérmicos, ao colaborar para sua eliminação do organismo.

5 - Trate os sintomas da febre, não a temperatura

Muita gente acha que quanto mais alta a febre pior o quadro da criança, porém isso não é bem verdade. Um bebê com febre de 38 graus pode parecer perfeitamente bem, enquanto outro com 37,3 graus pode estar irritado, cansado e precisando de colo a toda hora.

Isso quer dizer que se o bebê estiver tranquilo e com o comportamento de sempre não precisa baixar a febre? Isso mesmo.

Em vez de se concentrar tanto nas mudanças do termômetro, preste atenção a outros sinais para avaliar melhor o quadro geral de saúde do seu filho, como falta de energia e de apetite, choro fora do comum, muita manha.

6 - Use remédio só se for mesmo necessário

Antes de começar a medicar, tente baixar a febre de forma natural, dando, por exemplo, um banho morno no bebê e deixando-o menos agasalhado. Se ainda assim ele parecer incomodado e você for dar algum remédio (com orientação médica), tenha em mente que:

* A dosagem nesta fase é determinada pelo peso da criança, não pela idade. Siga exatamente o que diz a bula ou o pediatra.
* Nunca dê aspirina para crianças, porque é uma substância ligada a uma doença extrememente grave, a Síndrome de Reye. Bebês de até 6 meses podem tomar paracetamol; a partir de 9 meses, podem tomar ibuprofeno se não houver resposta ao paracetamol.

7 - Febre é uma resposta saudável!

Apesar do susto, a febre é um sinal do bom funcionamento do corpo e do sistema de defesa do organismo, portanto não vai prejudicar seu filho.

Até os casos mais extremos, como os de febre acompanhada de convulsões, podem ser cuidados e controlados. O importante é monitorar a febre e agir rápido quando necessário.

 

 

 

 

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