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Geral

Refeições fora de casa representam hoje 25%

Paula Medeiros e Artur Cavalcante/ABr - 19 de maio de 2004 - 14:52

As famílias que vivem nas cidades brasileiras dedicam para as refeições feitas fora de casa 25,74% de seus gastos com alimentação. Praticamente o dobro do que gastam as famílias que vivem nas zonas rurais (13,07%).

Também o valor das despesas com refeições feitas fora de casa é maior nas regiões urbanas. As famílias que vivem nas cidades gastam 130% a mais do que as das zonas rurais. Por outro lado, os valores médios da despesa com alimentação no domicílio são praticamente iguais nas áreas urbanas e rurais e, conseqüentemente, quase idênticos à média brasileira.

Os dados constam da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo IBGE no período de um ano – de julho de 2002 a junho de 2003.

A região brasileira em que as famílias mais gastam com refeições feitas fora de casa é a Sudeste (26,91% do total das despesas com alimentação), seguida pelas regiões Centro-Oeste (24,46%) e Sul (23,35%). Os menores percentuais ocorrem nas regiões Norte (19,10%) e Nordeste (19,52%).

Para a psicóloga Sueli Moreira Rodrigues, que diz comer fora de casa diariamente, o hábito se deve à rotina diária em Brasília, onde mora: "As pessoas estão sempre com as suas agendas cheias, com seu tempo limitado".

Bebidas

Se forem observados os itens que compõem a alimentação fora do domicílio, verifica-se que o Norte e o Nordeste apresentaram os menores percentuais de despesa com almoço e jantar (5,82% e 6,48%, respectivamente) e os maiores percentuais de despesa com cervejas, chopes e outras bebidas alcoólicas (4,35% e 4,15%, respectivamente, do total da despesa com alimentação).

Em Brasília, o administrador José Ruivo lembra que além de pouco saudável, alimentar-se fora de casa custa caro. "O brasileiro se alimenta mal por falta de tempo e de dinheiro também", diz.

As famílias que ganham até dois salários mínimos dedicam para refeições feitas fora de casa 11,86% dos gastos com alimentação, contra 88,14% de despesa com alimentação no domicílio. Já na classe com rendimentos mais altos a proporção de despesa com alimentação fora do domicílio sobe para 37,05%, contra 62,95% de despesa com alimentação no domicílio.