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Geral

Palocci destaca importância do agronegócio para o País

Daniel Lima/ABr - 18 de maio de 2004 - 14:12

Deputados da bancada ruralista reclamaram hoje do custo excessivo do crédito para os produtores, durante um café-da-manhã realizado no Ministério da Fazenda com os ministros, Antonio Palocci, Roberto Rodrigues (Agricultura) e Guido Mantega (Planejamento). Eles pediram agilização na liberação de recursos para a agricultura e para infra-estrutura, porque consideram que o escoamento da produção tem sido prejudicado pela falta de boas estradas e portos mais eficientes.

O ministro Antonio Palocci propôs a criação de um grupo de trabalho formado pela bancada, por representantes dos três ministérios e dos agricultores, destacando a importância do agronegócio para o País. "Nós vamos dar todo o apoio para ele produzir mais”, anunciou Palocci, ao fim da reunião. Os parlamentares, por sua vez, consideram que hoje o setor é responsável por 42% das exportações brasileiras.

Outra reclamação dos deputados é com relação à Lei 10.833, que alterou a forma de cobrança do PIS/Cofins. Eles pediram aos ministros que façam mudanças para desonerar os produtos do campo e evitar o repasse dos impostos para os preços.

O deputado Luiz Carlos Heize (PP-RS), que participou do encontro, reclamou do custo do seguro agrícola, que para ele poderia ser mais barato. Sugeriu a criação de um fundo de emergência como forma de reduzir o custo para o produtor.

Os ruralistas também pediram a renegociação das dívidas do setor e defenderam a necessidade de atender à pesquisa e à defesa sanitária. Segundo eles, não adianta a economia viver um momento fantástico no agronegócios se o país não tomar cuidados fundamentais no setor.

O ministro Mantega disse ao deixar a reunião que o governo tem adotado medidas para fortalecer o setor. Segundo ele, foram implantados programas como o Moderfrota, que financia equipamentos e máquinas agrícolas, e citou o aumento de recursos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que passaram de R$ 149 milhões, no ano passado, para R$ 203 milhões, neste ano.

“O Brasil precisa reduzir a vulnerabilidade externa, e isso implica num saldo comercial favorável. E quem mais exporta hoje e dá uma contribuição fundamental no saldo comercial é o agropecuário. São mais de U$ 20 bilhões que o setor produz de superávit comercial. Por isso tem todo o apoio do governo”, afirmou o ministro do Planejamento.