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ONU abrirá conferência para discutir tráfico de armas

Agência Brasil/ Ana Paula Marra - 25 de junho de 2006 - 17:14

A Organização das Nações Unidas (ONU) promove a partir de amanhã (26), em Nova York (EUA), a 4ª Conferência sobre Tráfico Ilícito de Armas Pequenas e Leves, com a participação de representantes de diversos países e de organizações não-governamentais, como a Cruz Vermelha.

Compromissos genéricos já assumidos como políticas globais para o controle da venda e da compra de armas serão rediscutidos, segundo o porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, João Paulo Charleaux, que citou a necessidade de "ações urgentes contra o tráfico e o uso indiscriminado de armas de fogo".

Em entrevista à Agência Brasil, ele afirmou que a conferência será decisiva para que os países cheguem a um acordo quanto a estratégias que impeçam o uso de armas ilegais pequenas e leves. Para o comitê, "armas pequenas" são os fuzis de assalto, as metralhadoras, granadas de mão e outras armas destinadas ao uso militar por um combatente. O conceito compreende também as armas de fogo comerciais, como as pistolas e as escopetas de caça.

Já "armas leves" são aquelas portáteis, "destinadas a uso por várias pessoas coletivamente, como as metralhadoras pesadas, os lança-granadas com suporte, os canhões anti-aéreos portáteis, os canhões anti-tanque portáteis, os lançadores portáteis de mísseis anti-tanque e os morteiros".

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha é uma organização humanitária com sede em Genebra. Sua missão é "servir de guardião ao Direito Internacional Humanitário", de acordo com Charleaux, de forma "neutra e imparcial, para proteger e assistir as pessoas afetadas pelos conflitos armados e violência interna".

Pesquisa elaborada pela campanha Control Armas e coordenada pelas organizações não-governamentais Oxfam, Anistia Internacional, Iansa (rede pró-controle de armas) e Instituto Sou da Paz aponta que existem no mundo 640 milhões de armas de pequeno porte – uma para cada 10 pessoas. E que a cada ano são produzidos 8 milhões de armas desse tipo, por mais de mil empresas, em pelo menos 98 países. Com isso, anualmente, cerca de 500 mil pessoas morrem por armas de fogo.

Os números, na avaliação de Charleaux, são preocupantes: "Armas pequenas e armamentos leves têm usos legítimos, incluindo a defesa nacional e a aplicação da lei, mas esforços maiores devem ser empreendidos para combater o comércio ilegal destas armas".

Em maio, o Instituto Sou da Paz realizou pesquisa que revelou que a maioria dos brasileiros deseja medidas mais rígidas para controlar a importação e a exportação das armas de fogo.

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