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Mais de 100 municípios de Goiás esperam vagas de UTI para pacientes com Covid-19

Algumas cidades se destacam por ter mais pessoas em estado grave na fila, como é o caso de Inhumas, onde há quem chegue a esperar mais de uma semana por uma vaga

Verde Vale - 21 de março de 2021 - 08:20

Mais de 100 municípios de Goiás esperam vagas de UTI para pacientes com Covid-19

A fila por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) atinge todas as regiões de Goiás. Nos dias 8 e 15 de março, mais de 100 municípios do Estado tinham pelo menos um paciente com confirmação ou suspeita de coronavírus na fila por UTI. Em todo o Estado eram 365 pessoas à espera de UTI, na manhã desta sexta-feira (19). Algumas cidades se destacam por ter mais pessoas na fila, como é o caso de Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia (RMG), onde pacientes chegam a esperar mais de uma semana por uma vaga.

Todas as 18 regiões de Saúde de Goiás tinham pessoas na fila por leito de UTI Covid-19, nesses dias 8 e 15 de março. A reportagem identificou seis cidades que estavam entre as cinco com mais pacientes na fila de UTI tanto no dia 8, como no dia 15. São elas Ceres, Inhumas, Goiânia, Caldas Novas, Trindade e Senador Canedo. A reportagem teve acesso à lista de espera por município referentes a essas datas, após pedido para a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).

Em Inhumas a situação é de colapso, com pacientes com coronavírus sendo atendidos em salas de exames e até corredores, por falta de vagas. A ocupação dos leitos da cidade chegou a passar de 140% e a quantidade de pacientes na fila por UTI chegou a 20, durante a semana.

Pacientes como a dona de casa Divina Aparecida de Sousa, de 58 anos, aguarda mais de uma semana por uma vaga de UTI. Ela está há 11 dias na fila pelo leito. Foi diagnosticada com Covid-19 e está entubada no Hospital Municipal de Inhumas. “O estado dela é gravíssimo. A cada minuto que passa a gente fica mais apreensivo e sem saber o que fazer”, desabafa o filho de Divina, Rafael Vinicios de Oliveira, em vídeo divulgado nas redes sociais.

A SES-GO diz que nenhuma das pessoas na fila por UTI está sem atendimento, pois recebem assistência em leitos que não são exclusivos para coronavírus nas unidades de origem do pedido. No entanto, a defensora pública Michelle Bitta, titular da 2ª Defensoria Pública Especializada de Saúde de Goiás, questiona essa assistência fora da UTI. “Por mais que a equipe da UPA e Cais se esforce, eles não tem aparelhagem necessária para tratamento o adequado”, afirma.