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Efeitos da covid: O que causa falta de ar e fadiga após covid-19

Ambos os sintomas estão entre os principais da covid longa (ou persistente), condição de saúde prolongada que afeta mais mulheres, obesos e idosos após a infecção pelo coronavírus ser curada.

Verde Vale - 06 de abril de 2021 - 17:00

Efeitos da covid: O que causa falta de ar e fadiga após covid-19

A falta de ar é uma sequela enfrentada por um em cada quatro pacientes infectados por covid-19, mas o impacto vai bem além dos pulmões.

"O oxigênio é a gasolina do nosso carro. Se ele estiver em níveis muito baixos, nenhum dos órgãos do corpo funciona corretamente", explica Irma de Godoy, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

E a principal sequela associada à falta de ar é conhecida como fadiga, uma espécie de cansaço intenso que afeta 58% dos pacientes, segundo um amplo levantamento de pesquisadores dos Estados Unidos, da Suécia e do México.

As pessoas afetadas passam a ter dificuldade para realizar tarefas cotidianas, andar, trabalhar ou mesmo trocar de roupa, em casos mais graves.

Em geral, a falta de ar é o principal motivo que leva pessoas com covid-19 a procurar atendimento médico, segundo pesquisa realizada com quase 5 mil pessoas na Suécia.

Ela costuma ocorrer quando os pulmões estão lutando contra a invasão do coronavírus, mas pode estar ligada também a fatores cardiovasculares, emocionais, neuromusculares e sociais, entre outros.

A fadiga, por outro lado, pode ser uma resposta persistente do corpo humano ao vírus mesmo quando a infecção já ficou para trás. No caso de uma pneumonia, esse forte cansaço pode durar até seis meses.

Mas esses dois sintomas são tão interligados que alguns pacientes usam os termos cansaço, fadiga, fôlego curto ou falta de ar para descrever a mesma coisa.

Ambos os sintomas estão entre os principais da covid longa (ou persistente), uma condição de saúde prolongada que afeta mais mulheres, obesos e idosos, segundo estudo liderado por pesquisadores do King's College London.

Como ocorre com outras sequelas da covid, o tratamento costuma ser paliativo e semelhante ao adotado para pacientes de outras infecções virais graves.

No caso da falta de ar, a fisioterapeuta intensivista Laura Teixeira, que atua em UTIs de hospitais da rede pública e privada de Salvador, explica que o objetivo principal da fisioterapia nesses casos é a estabilização do paciente, tratando e evitando atrofias, complicações respiratórias e dor.

A recuperação costuma começar durante a internação hospitalar e durar até três semanas, mas há diversos relatos de pessoas que não passaram por hospitais e vivem por meses com falta de ar e fadiga.