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Brasil ganha um novo jogador de tênis

Agência Brasil - 09 de setembro de 2003 - 09:56

Seu vocabulário não vai muito além de "como vai", "obrigado" e "até logo", mas Josh Goffi está de malas prontas para o Brasil com o sonho de evoluir no ranking internacional e chegar ao time da Copa Davis. Ontem, ele deixou escapar o primeiro sonho, ao perder na última rodada do qualificatório do Brasil Open e assim ficar de fora daquele que seria seu primeiro torneio da categoria ATP. A vitória foi do chileno Paul Capdeville, por 7/6 (7/3) e 7/5.

Josh tem uma história particularmente interessante. Ele é filho de Carlos Goffi, um brasileiro que se radicou nos Estados Unidos aos 15 anos e, entre outras coisas, treinou os irmãos John e Patrick McEnroe. De mãe norte-americana, Josh acabou nascendo em Bertioga por acaso. "Meus pais estavam de férias e eu nasci prematuro, com sete meses", conta ele, sempre em inglês.

Apesar de ter passaporte brasileiro, Josh se tornou cidadão norte-americano e passou toda sua vida por lá. Cursou a Universidade em Atlanta, onde se tornou um dos principais tenistas do time, e conheceu sua atual namorada, que é ironicamente profissional de futebol. Há três anos, ele começou a disputar o circuito profissional, mas sempre em eventos de pequeno porte, como futures e challengers. "Mesmo nos EUA, é preciso ter muito respaldo financeiro para competir profissionalmente. Ainda assim, tentei a sorte em alguns torneios na Europa", diz ele, que ocupa hoje o 524º lugar do ranking de entradas da Associação masculina (ATP), onde já aparece nesta semana como brasileiro.

O pai Carlos explica que a decisão de se mudar para o Brasil tem por principal objetivo o desenvolvimento pessoal: "Ele tem uma personalidade tipicamente americana, falta a malícia que certamente há de sobra no Brasil. Estou escolhendo uma cidade à beira-mar para ele ficar, provavelmente o Rio". Josh está se "abrasileirando" com rapidez. Já assiste aos jogos da seleção brasileira de futebol e comprou uma coleção de CDs que ensina português. "Ele passa horas com o walkman na orelha, está determinado mesmo a aprender", revela Carlos.

Apesar de já estar com 24 anos, Josh acredita num futuro promissor nas quadras. Tem um saque forte e consistente e joga muito na rede, algo que poucos brasileiros fazem na atualidade. "Ele tem muita confiança nos golpes com sua direita. Acho que Josh pode evoluir muito ainda e em pouco tempo", aposta o pai.


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