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Vistoria encontra até placa de computador em presídio

Inara Silva e Aline Queiroz / Campo Grande News - 07 de junho de 2006 - 13:42

Uma placa de computador com saída para internet está entre os objetos apreendidos durante a operação pente-fino, realizada no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima de Campo Grande. O balanço da ação foi divulgado na manhã desta quarta-feira pela cúpula da Segurança Pública em entrevista coletiva na sede do Cigcoe (Comando Integrado de Gerenciamento de Crise e Operações Especiais), na Capital.

A vistoria encontrou com os presos uma teresa (corda feita com lençóis), 15 barras de ferro, duas talhadeiras, 10 facas de fenda, 43 carregadores de celular e uma bateria. Foram apreendidas ainda 103 “facas”, sendo 93 chuços (pequenas facas artesanais), 10 facas grandes, quatro delas artesanais, e 49 aparelhos de telefone celulares. No entanto, a nota oficial da Segurança Pública informa que foram 45 celulares, mas na contagem não foram incluídos quatro aparelhos que estão sem bateria (conforme mostra a foto).

Esta foi a terceira vistoria realizada nas celas no presídio desde a rebelião ocorrida nos dias 14 e 15 de maio e a ação que resultou em maior número de objetos apreendidos.

Em entrevista, o secretário de Justiça e Segurança Pública, Raufi Marques, admitiu que há falhas no controle da unidade. “Se houve entrada é sinal que algo deve estar falhando”, declarou o secretário. Sobre a quantidade de objetos retirados do presídio, o secretário afirmou que o material deve ser resquício da rebelião, porque esta vistoria foi a mais detalhada de todas.

Nas duas anteriores, outros celulares e armas artesanais foram apreendidos, mas pela primeira vez foi encontrada placa de computador em poder dos internos. Raufi Marques argumentou que o caso vai ser investigado pela Polícia Civil para que seja possível identificar os donos dos materiais e como eles foram colocados dentro do presídio.

O presídio tem atualmente 1,1 mil presos e o secretário garantiu que não haverá novas transferências. Enquanto isso, os internos permanecem na unidade, que está depredada em função da rebelião do mês passado. Para o secretário, os R$ 2,5 milhões que o governo federal se comprometeu em repassar ao Estado está em processo de liberação. No entanto, o diretor da Agepen (Agência de Administração do Sistema Penitenciário), Luiz Carlos Telles Jr, afirmou que não há prazo para receber as verbas. Ele disse à reportagem que a diretoria tem utilizado os R$ 300 mil de recursos emergenciais liberados pelo governo do Estado para fazer reparos pontuais na unidade.

A vistoria no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima foi feita em parceria entre a Força Nacional de Segurança, a Polícia Militar, agentes penitenciários e Polícia Federal.

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