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Vida pública de Pedrossian vira livro

Inara Silva e Humberto Marques/Campo Grande News - 27 de abril de 2006 - 21:03

Governador de Mato Grosso do Sul por três vezes, “o Homem de Miranda” reuniu em obra passagens de sua trajetória política. Batizado de “O Pescador de Sonhos”, o livro sobre a vida de Pedro Pedrossian promete revelações da atuação política e da história do Estado – incluindo de antigos adversários. Três mandatos de governador e um de senador reunidos em 270 páginas. Essa seria a síntese de “O Pescador de Sonhos”, idealizado pelo ex-governador relatando passagens de sua vida pública, registradas em anotações e revelações sobre sua trajetória – considerada incompreendida em certas passagens, como assinala o próprio Pedrossian.

A obra será lançada no dia 11 de maio, impressa Editora UFMS e editada pelo Instituto Histórico e Geográfico de MS, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, às 19h. Com prefácio de João Leite Schimidt (atual presidente do PDT), apresentação de Hildebrando Campestrini e "orelha" feita pelo senador Ramez Tebet (PMDB), “O Pescador de Sonhos” é classificado pele ex-governador como um “testemunho histórico”, rememorando temas como a divisão do antigo Mato Grosso, o primeiro governo de Mato Grosso do Sul e a escolha de Harry Amorim Costa para gerir o Estado (e sua substituição seis meses depois).

Pedrossian também escreveu sobre suas campanhas eleitorais e acerca da posse do ex-governador Marcelo Miranda pelo PMDB (hoje, ele administra o Dnit/MS). “Desejei, simplesmente, esclarecer fatos que, na minha ótica, estão se perpetuando na história de maneira equivocada, e registrar outros que nunca chegaram ao conhecimento público, que tiveram muito a ver com a dinâmica dos acontecimentos que marcaram a minha participação nos destinos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul”, disse o ex-governador, sobre os motivos que o levaram a editar a obra. O ex-governador atribui a amigos o apoio para a “tarefa” de realizar a obra, que levou dez meses para ficar pronta.

Dono longa trajetória política, Pedrossian administrou Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Engenheiro de profissão, teve seu último mandato entre os anos de 1991 e 1994, e embasou seu estilo administrativo na construção de obras, muitas vezes questionadas pelos seus adversários devido à capacidade de pagamento que o Estado teria para quitá-las ou mesmo concluí-las. Um exemplo emblemático é o “esqueleto” da nova rodoviária de Campo Grande, construída no bairro Cabreúva e até hoje não concluído, além do Parque das Nações Indígenas, Parque do Produtor e do Hospital Regional Rosa Pedrossian (iniciados em sua gestão e concluídos em mandatos futuros).

Porém, foi exatamente essa visão “expansionista” que tornou o político popular. Em 1998, após não passar para o segundo turno eleitoral – que teve disputa de Zeca do PT e Ricardo Bacha (PSDB) – Pedrossian chegou a anunciar seu afastamento da vida pública. Mas, em 2002, retornou ao cenário como candidato a senador. Foi novamente derrotado, desta vez por Ramez Tebet (PMDB) e Delcídio do Amaral (PT). Enquanto em 98 ele prestou apoio ao PT no segundo turno, teve os mesmos petistas como adversário na eleição seguinte. O que não significou “rusga política”: em 2005, Zeca colocou uma placa no Parque das Nações, prestando homenagem ao ex-governador.

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