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Vice-presidente volta a criticar juros altos

Agência Brasil - 06 de agosto de 2003 - 14:55

O vice-presidente da República, José Alencar, voltou a criticar os juros altos cobrados no país. No final do discurso no Primeiro Seminário Internacional de integração dos países sul-americanos, no auditório do BNDES, José Alencar disse que “o país está encabrestado porque tem uma dívida brutal rolada a uma taxa de juros que representa 20 vezes a taxa básica real de países da América do Sul e da Europa. Então, não podemos sair dessa situação de pobreza absoluta, pagando taxas de juros despropositadas como estas”.
Ainda no final do discurso, o vice-presidente enfatizou que não estava recomendando nenhum tratamento heterodoxo ou o rompimento unilateral de contratos já estabelecidos e também compromissos com o Fundo Monetário Internacional (FMI). “Acho que a saída reside no trabalho, na produção, na exportação, na construção de elevados saldos de balança comercial e saldos também elevados em transações correntes para que nós possamos construir nossa independência”, disse ele.
José Alencar aproveitou a ocasião para defender a construção de um milhão de casas populares para minimizar o Movimento dos Sem-Teto. Segundo ele, cada casa deve custar entre R$ 10 mil a R$ 15 mil e os recursos existem. “Basta um ponto percentual do PIB (Produto Interno Bruto) ao ano para fazer essas construções, pois só no primeiro semestre nós pagamos de juros 10% do PIB”, argumentou ele.
“Essas um milhão de casas irão gerar empregos para até os não qualificados e muitos dos sem-teto também poderão trabalhar na construção da própria casa, que podem ser vendidas para eles num prazo de 30 anos com juros compatíveis como em qualquer um outro país civilizado para viabilizar a compra da casa própria. Já fiz as contas e a prestação não deve ser maior do que R$ 50”, acrescentou Alencar.
O seminário reúne delegações dos 12 países do continente sul-americano, as quais vão apresentar, até sexta-feira, os projetos priorizados pelos seus respectivos governos nas áreas de infra-estrutura, transportes, comunicações e energia.(Cristiane Ribeiro)

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