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Geral

Turismo: o consumo elevado ao infinito

Otavio Demasi - 20 de agosto de 2003 - 10:58

A chamada “indústria turística”, que é mais prestação de serviço, possui seu lado invisível, que atinge proporções astronômicas com o vai e volta de milhões de pessoas em todo o planeta.O efeito em cascata desse fenômeno social, cultural, econômico, psicológico e até mesmo político, merece maior e melhor atenção dos governantes, empresariado e das comunidades, pelo fato do turismo incentivar o consumo de um sem número de produtos e serviços que outras atividades raramente utilizam.
A indústria gráfica é plenamente usada pela necessidade de confecção de diversificado material de comunicação promocional, pois a informação deve ser levada à clientela potencial. Nessa esteira vem outras empresas e profissionais ligados à criação publicitária, arte final, fotolitos, fotográfica, informática dentro ou fora de agencias de propaganda.
Os setores da construção civis e imobiliários são instigados com a criação de demanda, seja na construção/venda de hotéis, pousadas, motel, resorts, complexo turisticos, parques temáticos, marinas, centros de convenções, casas de veraneio ou para a comercialização de terrenos, chácaras, loteamentos que trazem em si uma urbanização específica e nesse roldão a necessidades de contratação de mão-de-obra diversificada.
A indústria de máquinas fotográfica, filmadoras e o de revelação são impulsionados em qualquer viagem que implementa a compra de malas, sacolas, frasqueiras, mochilas entre outras.
“Chegando, telefone-me”.Ligações e mais ligações são realizadas antes da viagem pelo motivo da mesma, durante, no núcleo receptor e no retorno. Aí entra o psicológico, emotivo, o fator segurança, enfim o cordão umbilical. Os deslocamentos por automóvel, trem, navio, avião, desencadeiam milhares de ações contando com fornecimento de inúmeras indústrias para melhor servir a clientela.
O sol; a maravilha da indústria de cosméticos. São bronzeadores, cremes e outros produtos. O frio também entra na história, pois solicitam equipamentos especiais, roupas adequadas. E por falar nelas a indústria de confecção faz a festa com a produção de maiôs, biquínis, sungas, saídas de banho e as fábricas de calçados pegam carona confeccionando sandálias, sapatos especiais para esportes de aventura e alhures.
A indústria alimentícia está sempre junto do turista, pois comer é preciso e faturar idem.
O consumo é constante, aliado ao mimetismo, apelos publicitários, pela melhoria do padrão econômico, aumento do tempo ocioso, pela necessidade de satisfação do ego, necessidade de afirmação, sempre tendo em conta que quando se viaja, as pessoas ficam mais vulneráveis a gastar (só não pode explorar). Está no turismo a alavancagem para o desenvolvimento, redistribuição de renda, geração de oportunidades, negócios, renda trabalho e emprego.( Otavio Demasi – consultor/jornalista Mtb32548 odtur@ig.com.br)

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