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Tumulto: Promotor quer reduzir torcida visitante

Elaine Patricia Cruz ,ABr - 16 de fevereiro de 2009 - 20:00

São Paulo - A redução ainda maior do número de torcedores do clube visitante nos estádios de São Paulo durante os jogos do campeonato paulista é o que vai propor o promotor de Justiça Paulo Sérgio de Castillo, responsável pela investigação do tumulto que deixou 42 pessoas feridas após o jogo entre São Paulo e Corinthians ontem (15), no Estádio do Morumbi.

A idéia defendida por Sérgio de Castillo é de que apenas 5% dos torcedores visitantes possam estar presentes nos jogos dos seus clubes. Ontem, a diretoria do São Paulo destinou apenas 10% dos ingressos para a torcida corintiana. “A redução do público visitante diminuiu e muito os problemas", disse em entrevista à imprensa hoje (16), na sede do Ministério Público estadual.

Indagado se não seria melhor a proibir de vez a presença da torcida visitante nos estádios, o promotor disse ser contrário à idéia porque isso tiraria o brilho do futebol. “Sou contra o jogo de uma torcida só porque aí a gente ofusca completamente o espetáculo”, afirmou.


O promotor afirmou ainda que o tumulto de ontem foi "uma fatalidade" e envolveu apenas torcedores do Corinthians e policiais militares. Segundo ele, a torcida do São Paulo já havia deixado o Morumbi. “A torcida antecipou sua saída porque começou a chover forte e, no momento em que eles estavam forçando a saída, teve a explosão de uma bomba de origem desconhecida”, afirmou.

Sérgio de Castillo disse que as investigações já foram iniciadas, e revelou que a polícia encontrou duas bombas caseiras no local do estádio destinado à torcida do Corinthians.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública (SSP), dois boletins de ocorrência foram registrados ontem após a confusão. O primeiro diz que torcedores corintianos e policiais militares entraram em confronto após a partida, quando os torcedores se preparavam para deixar o Estádio do Morumbi.

De acordo com esse boletim, várias bombas caseiras, bolas de gude e cadeiras arrancadas da arquibancada do estádio foram arremessadas pelos torcedores, que também cercou alguns policiais contra o muro do estádio e os ameaçaram de morte. Para conter o tumulto, segundo o boletim de ocorrência, os policiais teriam utilizado munição não-letal, tais como balas de borracha. O resultado foram vários policiais e torcedores feridos, embora a secretaria não saiba estimar a quantidade de feridos.

No site oficial do São Paulo, a assessoria de imprensa do clube disponibilizou fotos da depredação do estádio do Morumbi e colocou a culpa nos torcedores do Corinthians: “parte da torcida visitante depredou o estádio”, diz a nota do clube. Procurada pela Agência Brasil, a assessoria do São Paulo disse que não tinha ainda contabilizado os estragos e nem feito uma estimativa do número de feridos.

Já a assessoria do Corinthians, por meio de uma nota oficial publicada em seu site, disse “lamentar os incidentes ocorridos ao término do jogo” e estar confiante de que o Ministério Público vai saber impor condições civilizadas de acesso e saída do Morumbi. Na nota, a assessoria do clube diz também manifestar apoio aos torcedores vitimados, que foram “verdadeiros mártires da arrogância e incompetência de adversários que nos tratam como inimigos”.

O Corinthians responsabiliza o lançamento de bombas aos torcedores do clube do Morumbi, que a teriam arremessado o artefato “do estacionamento privativo dos sócios do São Paulo” e também à diretoria do clube pela decisão de limitar o número de torcedores do Corinthians ao estádio.


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