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Geral

Thomaz Bastos começa a depor na Câmara

Luciana Vasconcelos e Marcela Rebelo/ABr - 20 de abril de 2006 - 10:50

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, chegou há pouco na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Ele deve esclarecer o suposto envolvimento no episódio da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

Logo no início da sessão, o presidente da CCJ, deputado Sigmaringa Seixas (PT-DF), disse que Thomaz Bastos veio à comissão espontaneamente. Não foi convidado ou convocado. Seixas avisou que o ministro terá 40 minutos para falar, sem interrupções. Esse tempo poderá ser prorrogado por mais 20 minutos.

Depois de ouvir Thomaz Bastos, os integrantes da CCJ poderão fazer os primeiros questionamentos. Eles terão três minutos para fazer perguntas e, o ministro, três minutos para responder. Há direito de réplica e tréplica. Outros parlamentares podem questionar Thomaz Bastos. Cada líder de partido, por exemplo, terá o direito de perguntar no tempo proporcional com o número de parlamentares na bancada.

O ministro da Justiça só poderá ser questionado sobre fatos relacionados à reunião que teria participado na casa de Antonio Palocci no dia 23 de março, logo após a quebra do sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

A oposição afirma que o encontro seria para discutir a defesa do ex-ministro - suposta prova de que Thomaz Bastos teria conhecimento do crime, tornando-o cúmplice. O caseiro acusa o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci de freqüentar uma casa alugada em Brasília por ex-funcionários seus na prefeitura de Ribeirão Preto. Na casa, haveria negociação em torno de um esquema de tráfico de influência no governo federal.

Francenildo dos Santos Costa teve quebrado o sigilo de sua conta na Caixa Econômica Federal e a publicação do extrato na imprensa. Assessores do Ministério da Justiça estavam na casa do então ministro da Fazenda quando ele recebeu cópia do extrato da conta do caseiro.

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