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Temer vence disputa na Câmara e deve ser aliado de MS

Ângela Kempfer, Campo Grande News - 02 de fevereiro de 2009 - 16:15

Com 304 votos, o peemedebista Michel Temer venceu há pouco a disputa pela presidência da Câmara de Deputados. Temer chega ao comando da casa neste ano com o apoio de 14 partidos.

Com 129 dos 509 votos, o segundo lugar ficou com o deputado Ciro Nogueira (PP-PI), do PP e Aldo Rebelo (PCdoB-SP), representante dos partidos de esquerda, acabou em terceiro, com 76 votos.

"Temer tem sintonia muito grande com Mato Grosso do Sul. É um homem que tem estrutura para ocupar a presidência e conhece como ninguém os problemas do nosso estado", avalia o deputado Waldenir Moka (PMDB).

Segundo o deputado sul-mato-grossense, a proximidade com o governador André Puccinelli vai garantir apoio ao Estado. "Ganhamos um aliado".

Aos 68 anos, o paulista Michel Miguel Elias Temer Lulia vai ocupar o cargo pela terceira vez, um dos recordistas em vitórias na casa.

Temer já foi procurador-geral do estado de São Paulo e secretário de Segurança Pública

A estréia no Congresso ocorreu em 1987, como deputado constituinte. De lá para cá foram seis mandatos, sempre pelo PMDB, partido que preside desde 2001. Foi também líder do seu partido entre 1995 e 97 e do bloco PMDB/PSD/PSL/PSC de 1996 a 1997. No Parlamento, Temer destacou-se pela capacidade de articulação e o trânsito entre oposição e governo.

Na eleição de hoje, contou com votos deste PT ao DEM, juntando aliados e oposicionistas ao governo Lula.

Depois do resultado, Temer comentou que terá condições de manter um diálogo com o Executivo, para assegurar a soberania da Câmara, e aprovar, por exemplo, a mudança no rito de tramitação das medidas provisórias. "As medidas provisórias vêm sendo restringidas pouco a pouco. Eu creio que daqui a um ano, quem sabe, nós possamos propor uma nova fórmula constitucional, restringindo-as ainda mais".

Ele afirma que vai priorizar a aprovação das reformas política e tributária para ainda este ano. Segundo o deputado, a Casa tem maturidade suficiente para analisar as duas matérias.

Temer disse que quer retomar as discussões sobre o orçamento impositivo - instrumento que torna obrigatória a execução do Orçamento da União aprovado pelo Congresso Nacional. Atualmente, a Lei Orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional tem caráter autorizativo. Ele questiona a constitucionalidade de se bloquearem recursos que estão previstos em lei.

A votação foi secreta, mas a expectativa era de que Temer teria oito votos da bancada sul-mato-grossense (Com informações da Agência Câmara)

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