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Geral

Sindigás anuncia aumento no preço do gás de cozinha

Agência Câmara - 03 de setembro de 2003 - 16:50

O aumento do preço do gás de cozinha, nos próximos meses, foi anunciado há pouco pelo presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás (Sindigás), Lauro Muniz Cotta. Ele participa neste momento de audiência pública da subcomissão especial, ligada à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, que investiga denúncias de formação de cartel entre distribuidoras do produto.
Cotta negou que exista concentração de mercado no Brasil, afirmando que o domínio do setor por pequeno número de empresas é uma tendência internacional que, a seu ver, favorece o consumidor. Para ele, o mercado é “altamente competitivo”, já que existem mais de 100 mil postos de venda no País.
O empresário disse que o consumidor tem liberdade de escolher a marca no momento da compra, e que pode trocar o botijão pelo de qualquer outra empresa. “A compra não é atrelada à marca”. Ele destacou ainda que a responsabilidade pela manutenção do recipiente é da distribuidora, e não do usuário.

FORMAÇÃO DO PREÇO
O presidente do Sindigás garantiu aos deputados que o setor não é rentável, afirmando que o preço do produto só começou a aumentar a partir de 2001, com o fim dos subsídios concedidos pelo Governo. Ele atribuiu o alto preço do gás (cerca de R$ 29 o botijão) ao aumento da carga tributária (que situa-se entre 25 e 29%); e à adoção pela Petrobras, que regula os preços do setor, de um sistema de paridade com os valores praticados no exterior. “O preço alto não interessa ao setor”, disse, informando que a margem de lucro das distribuidoras brasileiras é 25% menor do que a média da América Latina.
Segundo Cotta, o Brasil é 6º maior mercado mundial de gás de cozinha, que é consumido por 95% da população brasileira - mais do que energia elétrica e esgoto. O País produz anualmente 6 milhões de toneladas do produto.

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