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Setor de franquias gera mais de 140 mil empregos

Alana Gandra , ABr - 07 de fevereiro de 2009 - 12:14

Rio de Janeiro - O setor de franquias gerou 140.413 empregos diretos no Brasil em 2008, com expansão de 10,31% em relação ao ano anterior, de acordo com pesquisa realizada pela consultoria Rizzo Franchise. A empresa efetua estudos há mais de 20 anos sobre os resultados do setor no Brasil e na América Latina.

O estoque gerado pelas franquias desde 1996 totaliza 1.502.072 empregos no país. Foram abertas 15.224 novas franquias no ano passado. O faturamento do setor, que engloba 148.720 franquias em operação, atingiu R$ 222 bilhões, com alta de 11,36% sobre 2007.

A expectativa este ano é de geração de 189 mil novos empregos “somente com a franquia”, disse à Agência Brasil o coordenador da pesquisa, Marcus Rizzo.


Ele avaliou que a crise internacional tem um efeito positivo no setor, ao fomentar nas pessoas a idéia de montarem o seu negócio próprio. “As franquias acabam sendo uma opção muito grande. E você entra em um círculo virtuoso: mais gente montando franquias, maior a geração de empregos. E, de alguma maneira, isso fomenta o consumo”, afirmou.

A área de alimentação em ‘franchising’ foi a que mais cresceu em 2008, com aumento de 35,6%. Rizzo acredita que alimentação deverá continuar em expansão este ano devido ao aumento da renda do trabalhador.


“Isso acaba gerando a implementação de novos negócios para atender à demanda que não existia e que ascendeu como uma classe de consumo muito forte. O efeito disso em alimentação, especialmente fast food (comida rápida), é imediato”, disse.

O índice de mortalidade de empresas no setor é de 7% para franquias instaladas até dez anos, contra 92% de negócios independentes instalados no mesmo período, revelou Marcus Rizzo. “O nível de segurança para franquia é infinitamente maior”.


A falta de estruturação das empresas franqueadoras e de profissionalização das redes foi apontada como grande entrave ao desenvolvimento do setor. Em termos econômicos, a maior dificuldade reside na elevada carga tributária, “que é sempre muito pesada na ponta do varejo”.

Dos 1.658 franqueadores que operam no Brasil, 78% têm origem nacional. Muitas dessas franquias já operam também no exterior, acrescentou. A pesquisa da consultoria Rizzo Franchise considera também como franquias as lojas de conveniência, postos de gasolina e concessionárias de veículos.

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