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Sem-terra e ruralistas fecham estrada em MS

Inara Silva e Aline Queiroz/Campo Grande News - 23 de maio de 2006 - 13:50

Mesmo com propósitos diferentes, produtores rurais e trabalhadores rurais sem-terra adotam a mesma estratégia para sensibilizar o governo federal quanto às ações públicas voltadas para o campo: os dois grupos decidiram bloquear estradas em Mato Grosso do Sul. Nesta terça-feira, três trechos de rodovias estão interditados pelos manifestantes. A BR-163, em São Gabriel do Oeste, está fechada pelos ruralistas, enquanto a BR-262, em Campo Grande, e a BR-267, em Nova Andradina, estão bloqueadas pelos sem-terra.
Os fazendeiros retêm veículos de carga, mas permitem a passagem dos demais em horário comercial. Já os sem-terra retêm todos e liberam por 20 minutos a passagem a cada duas horas. Os produtores querem redução da carga tributária e revisão da política cambial. Enquanto os sem-terra têm como prioridade a reforma agrária.
A pauta de reivindicações está estampada em faixas dispostas às margens das rodovias. Os produtores rurais utilizam máquinas agrícolas para interromper a passagem e os acampados usam pneus, troncos de árvores e até uma carroça.
Membro da coordenação estadual do MST, Jonas Carlos Conceição, disse em entrevista ao Campo Grande News, “ou a reforma agrária, ou paramos o Brasil”. E a paradeira é o que se vê na estrada. Em Campo Grande, conforme a PRF (Polícia Rodoviária Federal), o protesto chega a formar congestionamento de 5 quilômetros.
O motorista Jaime Antônio Pereira disse que nos últimos 15 dias têm sofrido com os protestos. As viagens dele têm atrasado cerca de três dias em função dos bloqueios. Pereira mora em Araputanga (MT) e está parado em Campo Grande com seu caminhão carregado de frango. Ele deve levar a mercadoria até Sao Paulo e deveria chegar a Vilhena na próxima sexta-feira. Para ele, o atraso representa prejuízo financeiro. “Se a carga estragar, eu terei que arcar com o prejuízo”, lamenta.

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