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Saiba o que é e como tratar a disfagia

Hospital São Domingos - 23 de abril de 2020 - 11:00

Saiba o que é e como tratar a disfagia

Dificuldade para mastigar e engolir, dor ao engolir, tosse, engasgo, pneumonia de repetição e perda de peso. Estes são sintomas da disfagia, problema que se caracteriza por alteração no transporte dos alimentos e líquidos da boca até o estômago. Para alertar profissionais da área da saúde e a população em geral sobre a importância do diagnóstico precoce desse distúrbio, o dia 20 de março foi instituído como Dia Nacional de Atenção à Disfagia. O Hospital São Domingos também faz parte do movimento informativo.

De acordo com o coordenador da Fonoaudiologia do Hospital São Domingos, Cleyton Amorim, a disfagia é um problema que pode se agravar e levar a óbito. “A disfagia é um sintoma que está por trás de outra doença, daí a importância do diagnóstico precoce. Além do sintoma, precisamos tratar a causa”, afirma.

O fonoaudiólogo informa que a disfagia pode atingir desde o recém-nascido até o idoso. Neste, a prevenção deve ser redobrada, por causa da idade.

Origem

O problema pode ter como base várias doenças, como as neurológicas, cardiorrespiratórias, ortopédicas, reumatológicas e até Doença de Chagas. “Cada vez mais observamos novas doenças que têm relação com a disfagia e muitos profissionais ainda não entendem quais são essas doenças por isso o alerta é fundamental”, completa Cleyton Amorim, que participou, neste mês, do Congresso Mundial de Disfagia, em San Diego.

Diagnóstico

Para o diagnóstico preciso, o primeiro passo, ao sentir um ou mais sintomas, a pessoa deve se consultar com um fonoaudiólogo. A investigação é feita por avaliação clínica e exame por imagem, o videodeglutograma. “Aqui no Hospital São Domingos, por exemplo, aplicamos o Método Ouro, utilizado mundialmente, que consiste na avaliação detalhada e realização do videodeglutograma. Como prevenção, acompanhamos os pacientes internados e os atendidos no ambulatório”, detalha ele.

Tratamento

O tratamento da disfagia vai desde exercício para fortalecimento da musculatura orofacial, modificação nas consistências, volume e temperatura dos alimentos até mesmo cirurgia. “De acordo com o diagnóstico e avaliação Fonoaudiológica , encaminhamos para outros profissionais que atuarão no tratamento, podendo ser neurologista, otorrinolaringologista, fisioterapeuta, nutricionista e outros. Alguns casos necessitam de cirurgia para o tratamento”, afirma Cleyton Amorim.

Se não tratar

A broncoaspiração (entrada de alimento ou saliva no pulmão), desidratação e desnutrição são os principais problemas gerados pelo agravamento da disfagia e pode provocar a morte da pessoa. “Há pacientes que devido à dificuldade de engolir, acabam perdendo o interesse pela alimentação, afetando sobremaneira os aspectos psicossociais. Se não forem tratados adequadamente, pode haver evolução a óbito. A broncoaspiração também é grave e precisa ser prevenida. Por isso, no ambiente hospitalar trabalhamos todos os dias com esses pacientes para identificar precocemente o risco, prevenir e tratar a disfagia”, conclui Cleyton Amorim.

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