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Relator pede cassação do deputado Vadão Gomes

Iolando Lourenço/ABr - 27 de abril de 2006 - 07:39

deputado Moroni Torgan (PFL-CE), relator do processo contra o deputado Vadão Gomes (PP-SP), recomendou hoje ao Conselho de Ética a perda do mandato. Vadão é acusado de ter recebido R$ 3,7 milhões do empresário Marcos Valério, tido como principal operador do chamado "mensalão" (esquema de pagamento de parlamentares em troca de apoio ao governo).

Em depoimentos, Marcos Valério afirmara que teria repassado o dinheiro a Vadão Gomes em um hotel, em São Paulo, nos dias 5 de julho e 16 de agosto de 2004. Em sua defesa, Vadão Gomes negou as denúncias e garantiu que nem esteve em São Paulo nesses dias, mas em Itarumã e em Mineiros, no interior de Goiás, onde possui um frigorífico.

O parlamentar apresentou documentos comprovando que seu avião não esteve em São Paulo naquelas datas, mas mesmo assim Torgan afirmou que: "Nem sempre onde está o avião o deputado está". O relator afirmou ainda, em seu parecer, que Vadão Gomes esteve hospedado em um hotel em São Paulo em dias próximos aos citados por Marcos Valério.

Mas o deputado Nelson Trad (PMDB-MS) pediu vista do parecer e com isso a discussão e votação do parecer de Moroni Torgan foram adiada para as 11 horas de quarta-feira (3). Trad alegou que o quórum estava baixo para votação, com apenas dez dos 15 conselheiros titulares e suplentes presentes.

"Existe um crime, não há cadáver, não há arma e o local é duvidoso", disse Vadão Gomes em sua defesa no Conselho de Ética. Ele acrescentou que há contradição nas acusações feitas a ele por Marcos Valério e Delúbio Soares: primeiro, disse, afirmaram ter feito um depósito na conta do frigorífico; depois, contaram que fizeram a entrega do dinheiro pessoalmente em um hotel em São Paulo.

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