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Geral

Rebeliões já teriam provocado 4 mortes em MS

Marta Ferreira e Alessandro Perin/Campo Grande News - 14 de maio de 2006 - 15:22

Presos das quatro maiores cidades de Mato Grosso do Sul estão fazendo rebeliões simultâneas desde as 11h30 deste domingo. Os motins acontecem em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá. Em Campo Grande, os bombeiros informaram que há quatro mortos no Presídio de Segurança Máxima.

Em todos os presídios, as rebeliões começaram durante a visita do Dia das Mães aos presos. Houve correria e desespero entre mães e filhos já que hoje, especialmente, as crianças puderam acompanhar as mães. Em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá os presos fazem reféns.

A situação confirma o temor que havia sido revelado ao Campo Grande News por mães de presidiários, que foram ao complexo penitenciário da Capital para visita e também por policiais que estavam no local. Desde ontem, a agência que administra os presídios havia anunciado que a segurança seria reforçada, diante da situação em São Paulo, mas que as visitas seriam mantidas, pois não havia indícios de que pudesse haver problemas.

Ontem à noite, policiais do 7º Distrito Policial, em Campo Grande, haviam recebido um telefonema anômimo dizendo que integrantes da facção criminosa PCC invadiriam o local. A noite foi calma, mas a segurança foi reforçada. Ainda não existe confirmação de que as rebeliões simultâneas no Estado tenham relação com a facção criminosa.

Autoridades – Para a Agepen (Agência de Administração do Sistema Penitenciário), as ações simultâneas dos presos só podem ser obra da facção criminosa PCC. “É a única explicação”, afirmou ao Campo Grande News o diretor-geral da Agência, Luiz Carlos Telles. O secretário de Segurança Pública, Raufi Marques, informou que deste ontem a situação estava sendo monitorada. Neste momento, ele está reunido com a cúpula das polícias e da Agepen para definir providências.

O governador Zeca do PT, que está em Porto Murtinho, acompanha a situação por telefone, como informou o secretário. Raufi disse que, por enquanto, não há temor de que possa se repetir em Mato Grosso do Sul os ataques à Polícia ocorridos em São Paulo, que deixaram mais de 50 mortos, entre eles 35 policiais. Apesar disso, a reportagem do Campo Grande News apurou que os agentes civis do Estado foram recomendados a só sair de colete a prova de balas. Na Polícia Militar, os policiais de folga foram convocados para ajudar no controle das rebeliões.
(Com informações de Marina Miranda, Maristela Brunetto e Shislaine Vieira)

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