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Queda na produção do leite em SP pode favorecer MS

Fabiane Sato - 17 de julho de 2003 - 15:33

A produção do leite em São Paulo caiu com os arrendamentos de terra para as usinas de cana, a falta de manutenção das pastagens e a desistência dos produtores da atividade. Conforme os dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da ESALQ/USP), no mês de maio, a queda na captação (volume entregue aos laticínios/cooperativas) em SP foi de 6,47% em relação a abril deste ano.
Para a assessora de economia da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Adriana Mascarenhas Braga, os laticínios paulistas podem começar a comprar o produto dos estados vizinhos. "Mato Grosso do Sul pode ser privilegiado nessa procura", acredita a assessora, informando que esse período é de entressafra e falta leite no mercado brasileiro. Em Mato Grosso do Sul, a média de preços está em R$ 0,45.
A pesquisa Cepea traz ainda uma comparação entre a compra de insumos e a produção de leite. Conforme os dados, o produtor precisa de até mais 24% de leite em relação ao mesmo período do ano passado para comprar os insumos para produzir. Apesar dos aumentos do preço do leite ao produtor, com uma variação real de 4,24%, o produtor ainda está perdendo poder de compra. A única exceção foi a da aquisição de sal mineral, o produtor ganhou 13% de poder de compra em relação ao ano passado.
Na semana passada, a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) informando que o produtor continua pagando para produzir. Segundo o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Rodrigo Alvim, nesse primeiro semestre do ano, os preços do leite pago ao produtor apresentaram um aumento de 12,9%, enquanto que no atacado o aumento foi de 15,4% e o consumidor arcou com o ônus maior, de 18,8%. No período de entressafra o produtor de leite paga até 107% a mais pelo custo da alimentação do animal. Na safra, com alimentação a pasto, o produtor gastou R$ 0,127 para produzir um litro de leite. Na entressafra esse número sobe para R$0,263, sem considerar outros itens que, também tiveram seus preços aumentados, compõe o custo de produção.
A assessora de economia da Famasul comenta que é complicado sugerir uma forma de amenizar o problema. "Os insumos são cotados em dólar e mesmo com a desvalorização da moeda americana, os produtores ainda estão com seus custos de produção elevados", explicou, informando que a valorização do Real ainda não chegou aos insumos.

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