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Geral

Quatro presídios de MS tem rebeliões simultâneas

Marta Ferreira, Marina Miranda, Shislaine Vieira/Campo Grande News - 14 de maio de 2006 - 14:49

Às 11h30 da manhã deste domingo, o que começou na sexta-feira em São Paulo, com rebeliões simultâneas, que se seguiram aos ataques a policiais militares, com mais de trinta mortes, se repetiu em Mato Grosso do Sul. Motins estouraram, quase que no mesmo horário, nos presídios de Segurança Máxima de Campo Grande, de Dourados, Três Lagoas e Corumbá. Há informações, não confirmadas, de familiares, de que existem mortos em Campo Grande. Ouviu-se tiros do lado de fora logo em seguida ao início do motim.
Em todos os presídios, as rebeliões começaram durante a visita do Dia das Mães aos presos. Em Campo Grande, quem ainda não havia entrado no local foi recomendado a sair. Houve correria e desespero entre mães e filhos já que hoje, especialmente, as crianças puderam acompanhar as mães. A informação preliminar é de que há pelo menos quatro reféns, todos agentes penitenciários. O prédio está cercado por policiais e o clima é de tensão.
Em Três Lagoas, também há informações de que há reféns tanto em Dourados, o presídio Harry Amorim Costa, quanto em Três Lagoas. Em Corumbá, não há informações de reféns por enquanto.
A situação confirma o temor que havia sido revelado ao Campo Grande News por mães de presidiários, que foram ao complexo penitenciário da Capital para visita e também por policiais que estavam no local. Desde ontem, a agência que administra os presídios havia anunciado que a segurança seria reforçada, diante da situação em São Paulo, mas que as visitas seriam mantidas, pois não havia indícios de que pudesse haver problemas.
Ontem à noite, policiais do 7º Distrito Policial, em Campo Grande, haviam recebido um telefonema anômimo dizendo que integrantes da facção criminosa PCC invadiram o local. A noite foi calma, mas a segurança foi reforçada. Ainda não existe confirmação de que as rebeliões simultâneas no Estado tenham relação com a facção criminosa.

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