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Projeções de inflação e crescimento caem, diz pesquisa

Agência Brasil - 18 de agosto de 2003 - 14:33

A expectativa do mercado financeiro em relação à inflação melhorou mais um pouco, em relação à semana passada. A estimativa, agora, é de o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que baliza as metas inflacionárias do governo, fechar o ano em 9,74%. Abaixo, portanto, dos 9,93% apontados pelo boletim Focus, do Banco Central, editado na semana anterior, e que registra expectativa de redução do IPCA de 2003 há 11 semanas. Para 2004, a expectativa permanece em 6,5%.
Em contrapartida, as estimativas de consultores financeiros de todo o país não são nada otimistas quanto ao Produto Interno Bruto (PIB), embora o mercado aguarde redução de mais 1,5 ponto percentual na taxa básica de juros, a ser definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na próxima quarta-feira, de modo que a taxa Selic encerre o ano em 19,8%.
A perspectiva sobre a soma das riquezas produzidas no país caiu esta semana para 1,46%, ante os registros anteriores, que eram de 1,50% há oito dias e de 1,59% há um mês. Como resultado, a dívida líquida do setor público também deve crescer um pouco em relação ao PIB. Pelos cálculos do Banco Central, a equivalência dívida/PIB deve aumentar de 54,95% para 55%. O Banco Central mantém, no entanto, a expectativa de crescimento do PIB em 3% para o ano que vem.
Enquanto os índices de inflação apontam no rumo do controle de preços, a taxa de câmbio vai no sentido contrário e indica leve crescimento sobre a possibilidade de dólar norte-americano fechar o ano com cotação de R$ 3,17 ante a expectativa de R$ 3,15 da semana passada. A perspectiva de investimentos estrangeiros diretos também está na contramão. O boletim Focus prevê a entrada de US$ 8,3 bilhões, contra US$ 8,5 bilhões na semana anterior.
As previsões são boas, porém, quanto ao comportamento da Balança Comercial, com perspectiva de encerrar 2003 com superávit de US$ 18 bilhões (US$ 300 milhões a mais que na semana passada); e o mercado também confia na redução do déficit de conta corrente, que era estimado em US$ 2,7 bilhões há oito dias, e agora caiu para US$ 2,3 bilhões.(Stenio Ribeiro)

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