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Proibidos de fazer bloqueios, produtores mudam a forma

Famasul - 08 de maio de 2006 - 07:28

Por determinação do juiz federal Odilon de Oliveira que ajuizou ação pedindo a liberação das BRs 163 e 463, os produtores rurais de Mato Grosso do Sul cancelaram os bloqueios dos caminhões, mantendo contudo, panfletagem e trabalho de conscientização nas rodovias.

Na manhã desde domingo (07/05), os produtores de Maracajú, região sul Estado, permaneciam mobilizados na Rodovia BR 267, promovendo uma paralisação parcial. Segundo o presidente do sindicato rural do município, cerca de 300 pessoas e 250 máquinas participaram do protesto. Às 10h os produtores atearam fogo em uma colhetadeira (SLC 6200), simbolizando a revolta pela falta de uma política agrícola no país e o pedido de socorro do campo.

Nos municípios de São Gabriel do Oeste, Bandeirantes e Sonora os produtores rurais também permaneceram na rodovia BR-163 e os produtores de Ponta Porã também continuam na BR-463, mas não impediam a passagem de veículos.

Em Sonora, o presidente do sindicato rural Deuzimar Alves de Oliveira, informou que os produtores permanecem na rodovia realizando panfletagem e estão indignados com a pressão que vem sofrendo das autoridades, visto que o movimento é pacifico e ordeiro. “Vamos cumprir a lei como sempre fizemos, mas não dá para entender a medida, pois quando os sem terras vão para as estradas ninguém fala de prender e nem de multas de R$50 mil”, disse, referindo-se a pena estabelecida pelo juiz, de multa diária de R$ 50 mil e prisão de dirigentes, caso a medida fosse cumprida.

Mesmo nas rodovias estaduais, onde não há impedimento oficial, os produtores decidiram fazer o protesto contra a crise da agropecuária, sem paralisar o transito. Eles estão concentrados na BR-060, entre Nioaque e Sidrolândia, na MS-156, entre Dourados e Itaporã, na MS-376, em Fátima do Sul e Vicentina, na MS-306, entre Costa Rica e Chapadão do Sul, e na MS-384, em Antonio João. Somente em Chapadão do Sul, os produtores resolveram controlar o tráfego na MS-306, com o apoio dos caminhoneiros.

De acordo com a diretora da Famasul e integrante do Fórum Permanente de Acompanhamento do Movimento, Teresa Cristina Corrêa da Costa, o movimento é ordeiro e pacifico em todo Estado. “Nosso propósito não é fazer baderna, queremos chamar a atenção das autoridades competentes, para a situação insustentável que chegou o agronegócio e, além disso, alertar a sociedade que se o produtor rural não plantar pode faltar comida para todos”, desabafou Tereza Dias.

O levantamento realizado neste domingo pelo Fórum aponta que 46 municípios já estão participando da manifestação, a expectativa é que a partir de segunda feira todos os municípios participem. Já está programado o fechamento de todas as Agencias Fazendária (Agemfas), de algumas postos avançados da Iagro e de frigoríficos.

O setor quer políticas que viabilizem a produção agrícola e a pecuária, entre elas pauta fiscal compatível com o valor de mercado, redução da carga tributária,e preço mínimo para alguns produtos e a além de mudanças no câmbio que vem prejudicando as exportações.

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