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Geral

Professores definem novo sistema de avaliação

Marina Domingos/Agência Brasil - 12 de setembro de 2003 - 08:20

A valorização do professor é o principal tema de discussão do Sistema Nacional de Formação e Certificação de Professores. Mais de 800 professores de todo país definem até hoje, em Brasília, como será implantado o novo sistema de formação e avaliação a partir de 2004. “A intenção é realizar um processo de formação continuada que resultará na certificação docente após o curso de formação por meio de um exame nacional”, explica a Secretária de Ensino Fundamental do Ministério de Educação, Maria José Feres.

Segundo ela, depois do período de capacitação, o professor poderá fazer uma prova (Exame Nacional de Capacitação), para receber o certificado e uma bolsa auxílio. Serão avaliados exclusivamente os docentes de 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental. “É para os professores que quiserem. Uma vez aprovados, o recebimento da bolsa vai implicar em algumas condições. Uma delas será de que os professores estejam, de fato, em exercício em sala de aula e que estejam dispostos a permanecer em formação contínua”, afirma Maria José. Os professores certificados receberão uma bolsa no valor de R$ 106,00, durante cinco anos, podendo ser renovada, desde que o exame seja refeito.

A carioca Miriam de França leciona há 11 anos em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Começou com turmas de 1ª a 4ª séries. Dava aulas o dia todo e estudava à noite. Hoje, formada em Pedagogia, é responsável por nove turmas em duas escolas do estado. Miriam destaca que a ajuda financeira é fundamental para a recuperação da auto-estima do professor. “Se tiver uma valorização financeira, o professor terá mais tempo. Se você trabalha numa carga horária exorbitante, fazendo hora-extra, qual o tempo que terá para capacitação? No domingo, quando pode ficar com a família?”, questiona a pedagoga.

A educação indígena também recebeu atenção especial. O professor da etnia Pareci, Rony Azoinayce dá aulas para duas turmas em sua aldeia no Mato Grosso. Ele lembra que, além da ajuda em dinheiro, é preciso valorizar a cultura e a formação de cada professor. “Nós, professores indígenas, temos trabalhado muito, principalmente a parte cultural e dos conhecimentos tradicionais. Apesar de toda globalização que nos cerca, vamos estar educando para manter viva a diversidade etno-linguísitca e cultural que existe em nosso país”, afirma o professor.

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