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Geral

Produtor pode ter renda 38,7% maior por ano

Fabiane Sato - 27 de maio de 2003 - 10:26

A Bolsa de Arrendamento e Parceria lançada ontem pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e pela Seprotur (Secretaria de Produção e Turismo), pode gerar um lucro de até 38,7% maior para o produtor que arrendar parte de sua propriedade. O ganho líquido por arroba para quem recria animais chega a R$ 58,00 por ano, enquanto o lucro médio do arrendamento de terras por ano é de R$ 150,00 por hectare. Esses dados foram apresentados com base na implantação da Bolsa Arrendamento em Uberaba (MG).
Conforme o presidente da Famasul, Léo Brito, a agricultura movimenta a economia da cidade, além de gerar empregos. Para Brito, o projeto vai ampliar a área agrícola do Estado e incentivar também a pecuária. Segundo Brito, o rebanho do Estado está estagnado em 22 milhões de cabeças, enquanto o estado vizinho Mato Grosso teve um crescimento médio de 1 milhão de cabeças no último ano. O presidente da Famasul diz que é possível reverter o quadro com a Bolsa Arrendamento. "O arrendatário, vai além de renovar a terra utilizada pelo pecuarista, vai gerar divisas para o Estado, gerar emprego e outra renda para o pecuarista", comenta.


Áreas degradadas

O Secretário de produção, José Antônio Felício, destacou que o alvo da bolsa são os 9 milhões de hectares de áreas degradadas, mas que outras áreas também poderão ser inseridas no projeto. Conforme Felício, a intenção é que 1 milhão e 200 mil hectares sejam incorporados ao projeto em quatro anos.
Para que a bolsa dê certo, o governo do Estado está concedendo um incentivo que reduz 12% o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), desse percentual 9% será incorporado na renda do agricultor. "Com o incentivo fiscal, estamos pretendendo pagar uma parte desse arrendamento", explicou, informando que esses 9% representam em média três sacas de soja por hectare.


Escoamento da produção

Os produtores questionaram sobre o escoamento da produção com o aumento da área agrícola do Estado. Segundo o presidente da Famasul, um ofício assinado pela entidade e pela Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) já foi encaminhado às prefeituras e aos sindicatos rurais para que fosse levantada as rodovias com defeitos. Esse levantamento será encaminhado à Agesul (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos).
Conforme o presidente da Assomasul, Dirceu Lazarini, o escoamento de produção é prioridade. "Esse levantamento tem que ser feito com urgência e pediu que seja feito esse levantamento das áreas com problemas mais rapidamente", comentou.






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