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Polícia suíça deve divulgar relatório sobre agressão

Paula Laboissière , ABr - 12 de fevereiro de 2009 - 11:52

Brasília - A polícia suíça deve divulgar na tarde de hoje (11) um relatório sobre o caso da brasileira Paula Oliveira, agredida por supostos neonazistas na cidade de Zurique na última segunda-feira (8). A informação é da cônsul do Brasil em Zurique, Vitória Cleaver.

Paula estava grávida de gêmeos e já obteve a confirmação, pelo hospital, de que perdeu os bebês. Agora, as investigações vão apontar se o aborto ocorreu antes ou após as agressões. No momento em que foi abordada pelos homens, Paula estaria falando ao telefone celular em português com a mãe, o que reforça a hipótese de que o crime tenha sido cometido por um grupo xenófobo.

Em entrevista à Rádio França Internacional, a cônsul brasileira disse que entrou em contato com a polícia na manhã de hoje e que os investigadores têm se mostrado “altamente cooperativos”, ao contrário do que relatou ontem (11) a outros veículos de comunicação.

“Nos disseram que estão investigando, utilizando, inclusive, testemunhas que chamam de indiretas, mas que não podiam me dar maiores detalhes.”

Vitória não chegou a ver Paula porque a brasileira esteve, durante as últimas horas, sob cuidados médicos. A cônsul chegou a conversar com ela por telefone e a expectativa é que as duas se encontrem ainda hoje.

“Justamente para que eu possa ver a extensão das feridas, porque ela foi muito cortada. Ela foi agredida na segunda-feira às 19h30. Soubemos disso às 12h20 do dia seguinte, por meio de uma chamada que veio do Brasil. Localizamos Paula no Hospital Universitário de Zurique”, contou.


De acordo com o relato da cônsul, Paula aparentava estar “chocada” e “extremamente aterrorizada” durante o primeiro contato feito pela embaixada brasileira. Ontem, já com a presença de familares na casa onde vive com o companheiro na Suíça, Vitória diz que Paula estava “tranqüila”.

“Combinamos que marcaríamos uma hora para vê-la e, com o pai, combinei que continuaria em contato estreito com a polícia porque evidentemente que eles estão interessados em elucidar o fato e nós também.”


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