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Para Evo Morales, Petrobras faz ''chantagem''

André Deak / ABr - 04 de maio de 2006 - 14:27

O presidente da Bolívia, Evo Morales, classifica como "chantagem" a suspensão de investimentos da Petrobras no país após a nacionalização da produção, refino e distribuição de óleo e gás boliviano. Ontem (3), o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, anunciou o cancelamento das propostas de negócios feitas à estatal boliviana de petróleo e gás (YPFB).

"Podem fazer chantagem, mas não é possível que [eles], com nossos recursos, tenham uma grande empresa e deixem mal a economia do nosso país", afirma Morales, em texto publicado hoje (4) na Agência Boliviana de Informação (ABI), órgão de comunicação oficial do país.

Morales ressaltaainda que existem muitas possibilidades de investimentos com empresas petrolíferas estrangeiras, em vários continentes, todas interessadas em realizar negócios com a Bolívia.

O presidente boliviano lembra que, por falta de uma administração nacional, a YPFB ficou em má situação nos últimos anos e, agora, deve seguir o exemplo do trabalho realizado na estatal de petróleo venezuelana (PDVSA). "Hoje, a PDVSA recuperou seus hidrocarbonetos e com o companheiro Hugo Chávez chegou ao que é", destaca Evo Morales, em entrevista à ABI.

Em 180 dias, a Petrobras terá que vender parte das ações de suas duas refinarias à estatal boliviana YPFB, já que agora o governo da Bolívia terá direito a mais da metade das ações de todas as refinarias bolivianas. Os impostos sobre a produção de gás naquele país também passarão de 50% para 82% do valor produzido. Entre 1996 e 2004, a Petrobras investiu quase US$ 1 bilhão no país.

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