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Geral

OIJ defende a criação de órgão federal sobre juventude

Agência Câmara - 26 de setembro de 2003 - 07:29

O secretário-geral da Organização Ibero-americana da Juventude (OIJ), Yuri Chillan, defendeu a necessidade dos governos de todos os países terem um órgão para tratar de políticas públicas para a juventude. Ele participou, ontem, de audiência pública Semana Nacional de Políticas Públicas para a Juventude, na Câmara Federal. A Organização, que atua em nível internacional, tem sede na Espanha, com 21 países-membros da América Latina.
Chillan explicou não existe um modelo pré-determinado de organismo público, considerado ideal, para tratar de políticas para a juventude. Segundo ele, pode ser um ministério ou uma secretaria, mas é importante que cada país crie essa organização de acordo com sua realidade. O modelo, para Chillan, não deve ser copiado de um país por outro, mas criado de acordo com a política de cada um.

EDUCAÇÃO
De acordo com o representante da OIJ, existem na América Latina 100 milhões de jovens de 15 a 24 anos, sendo 50,5% homens e 49,5% mulheres. 40% deles vivem na pobreza e na marginalização.
75% desses jovens vivem nas zonas urbanas e, embora 90% deles sejam alfabetizados, na maioria dos países da América Latina, o jovem não consegue concluir o segundo grau. Ele citou como exemplos Brasil, México e Argentina. Nesses três países, só um de cada três jovens conclui o segundo grau; enquanto na Coréia o índice é de 90%.

EMPREGO
Segundo o secretário-geral da OIJ, 41% da população mundial dos jovens estão desocupados. Na América Latina, são 66 milhões de jovens desempregados.
Yuri Chillan informou ainda que, nos últimos dez anos, apenas sete em cada 100 mil novos postos de trabalho foram destinados aos jovens. Em sua opinião, um dos fatores que contribui para o problema é que só a partir da década de 80 os países começaram se preocupar com políticas para a juventude – porque, até então, sempre se pensava no jovem como estudante. Ele destaca que a realidade de hoje é bastante diferente, porque a maioria dos jovens está nos países pobres e precisa trabalhar.
O seminário está ocorrendo no Auditório Nereu Ramos.



Reportagem - Mauren Rojahn
Edição - Daniela André

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