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Nelsinho Piquet diz que só pensa na Fórmula 1 em 2005

Agência Brasil - 03 de outubro de 2003 - 20:07

Não faz uma semana que terminou o Campeonato Inglês de Fórmula 3 e o piloto brasiliense Nelsinho Piquet, terceiro colocado na competição, já começa a pensar na próxima temporada, que deve começar entre março e abril. Somente em dezembro, ele retonará a Brasília para passar as festas de fim de ano com a família. Nelsinho virá “satisfeito” com os resultados conseguidos na sua primeira temporada na Europa. Ele confirmou que, em 2004, continuará na Fórmula 3 para ganhar mais experiência e que só vai pensar na Fórmula 1 a partir de 2005.

A F-3 da Inglaterra é considerada a categoria escola mais importante do mundo e tem
competidores de todos os continentes. Além disso, ele andou num campeonato onde não conhecia previamente nenhum dos circuitos e, portanto, não tinha referência (telemetria) das pistas ou acertos antecipados para o carro da Piquet Sports. Mesmo assim, conseguiu resultados surpreendentes. Foram seis vitórias, oito pole positions e seis voltas mais rápidas em um total de 24 corridas. Estas marcas lhe garantiram o terceiro lugar na classificação geral e o reconhecimento do público e da imprensa especializada em automobilismo na Europa.

Agora, satisfeito com os resultados, Nelsinho Piquet reconhece que quando foi para a Inglaterra, “com a cara e a coragem”, não acreditava ser possível vencer alguma prova. O sentimento era dele e da equipe. “Nosso conhecimento dos circuitos era zero, enquanto as outras equipes, há anos na categoria, na Inglaterra, sabiam tudo de cor”. O piloto faz este comentário referindo-se ao fato do seu “team”, a Piquet Sports, ter sido montada em Brasília e ter como experiência internacional apenas a Fórmula 3 Sul-Americana, disputada em duas temporadas, até o ano passado.

Somado a isto, há o fato de, nos primeiros treinos livres oficiais no exterior, Nelsinho não ter ido bem. Ele chegou com a obrigação de mostrar na Europa como foi campeão com quatro etapas de antecipação, recordista de poles, voltas mais rápidas e vitórias na Sul-Americana, além da indiscutível responsabilidade de honrar o sobrenome Piquet. O pai, Nélson Piquet, conquistou o título de tricampeão mundial de Fórmula 1 e é considerado até hoje um fenômeno da F-3 Inglesa, por onde passou no início da carreira. “Eu também precisava me adaptar ao carro e tínhamos consciência de que seria um ano muito difícil”, acrescenta.

Os resultados, apesar das “dificuldades”, acabaram surpreendendo e Nelsinho é considerado pela imprensa inglesa como uma das promessas do automobilismo brasileiro e mundial. “Mesmo sem conhecer os circuitos, a equipe conseguiu , na maioria das vezes, ótimos acertos para o carro. Eu quase sempre me adaptei rápido às pistas, apesar de não ter tido tempo para treinar nelas. Para um ano de estéia, o que conseguimos é excelente. No ano que vem, com o conhecimento que adquirimos, será possível brigar pelo título”.

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