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MS vai manter vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos, garante secretário

O Ministério da Saúde emitiu recomendação para suspender a aplicação de doses nesse público

Campo Grande News - 16 de setembro de 2021 - 15:27

MS vai manter vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos, garante secretário

"Vamos manter, vamos continuar vacinando os adolescentes", afirmou o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, ao Campo Grande News. O questionamento se dá por conta de recente recomendação feita pelo Ministério da Saúde, que dizia para suspender a vacinação de pessoas de 12 a 17 anos em todo o Brasil.

O titular da SES (Secretaria Estadual de Saúde) destaca que pelo menos 59% dessa faixa etária já recebeu a primeira dose, o que equivale a aproximadamente 164 mil pessoas. Além disso, outras cinco mil já receberam a segunda dose, de reforço.

Não temos nenhum efeito adverso grave de vacinas aplicadas em Mato Grosso do Sul, nessa faixa etária", garante Resende.

O secretário entende que a decisão do Ministério da Saúde foi tomada de forma isolada, sem discussão com o o Conass (Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde), Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde), além de não consultar sociedades de infectologia, pediatria e imunologia."Especialistas não foram ouvidos", completa.

Ele diz que o próprio Cosems-MS (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul) já está ciente e concorda com a manutenção de vacinas a esses grupos.

"Há uma reação dos secretários em todo o País para que a gente cobre do Ministério, que possa reavaliar essa decisão, para não trazer mais um ingrediente que preste desserviço à imunização no País", explica o secretário de Saúde, Geraldo Resende.

Por fim, ele também ressalta que o Estado fica na expectativa de receber doses em quantidade suficiente para aplicar o reforço a quem já tomou a primeira dose.

Suspensão - Na noite de ontem, o Ministério da Saúde divulgou a recomendação de suspender a vacinação de adolescentes e crianças sem comorbidades, de 12 a 17 anos, com doses da Pfizer - única permitida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A titular da secretaria, Rosana Leite de Melo, explicou mais cedo em entrevista ao Campo Grande News que estados não deveriam nem ter começado essa etapa. Ela cita nota técnica feita há cerca de um mês, que orientava que a partir de 15 de setembro, o País faria essa vacinação.

O Ministério da Saúde alega que a OMS (Organização Mundial da Saúde) não recomenda a imunização de adolescentes. No entanto, a entidade diz somente que a prioridade não deve ser a desse grupo. Caso haja disponibilidade de doses, essas vacinas poderiam ser aplicadas sim, de acordo com a OMS.

Alguns estados, como Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo, por exemplo, já têm municípios que começaram a vacinar adolescentes sem comorbidades.

A situação verificada em vários lugares brasileiros é a de falta de vacinas. A capital paulista está, há algumas semanas, com ampla falta de vacinas da Astrazeneca. Essa falta, provocada pelo atraso na fabricação feita pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), fez com que se autorizasse usar doses de Pfizer para reforço.

A secretária do Ministério da Saúde também destaca que há poucos estudos clínicos sobre a imunização de adolescentes, assim como falta análises para outros grupos, tais como gestantes. Ela ressalta, inclusive, que não foi destinado doses para esse grupo, e afirma que algumas secretarias podem ter usado "outros imunizantes".

Ela também recomenda que a população continue buscando as vacinas disponíveis, sobretudo o uso da dose de reforço, para pessoas acima de 70 anos. "Vimos que aumentou a internação, a imunidade diminuiu. Se pensar em adolescentes, a internação não aumentou. Mas é claro que a gente quer imunizar todo mundo".

Além disso, novas recomendações e regras poderão ser feitas nos próximos momentos. "Anvisa e SVS foram acionadas, só que a gente tem que tomar uma ação rápida. Não quer dizer que a gente não vai discutir, conselho, câmara técnica vai estar discutindo as evidências nesse momento", finaliza Melo.

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