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Moka diz que Rebelo influenciou escolha de líder no PMDB

Humberto Marques/Campo Grande News - 11 de abril de 2006 - 19:38

O deputado federal Waldemir Moka (PMDB/MS) contou hoje com a solidariedade de parlamentares federais, após narrar na tribuna da Câmara dos Deputados a disputa ocorrida pela liderança do PMDB na Casa, para a qual foi eleito com votos de representantes da bancada, processo não reconhecido pela Mesa Diretora. Moka denunciou a participação do presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B/SP) e do governo federal na indicação de Wilson Santiago (PB), para comandar o partido.

Há cerca de um mês, Waldemir Moka foi indicado para a liderança na Câmara a partir de uma lista, assinada pela maioria dos peemedebistas. Sua primeira ação no comando da legenda no parlamento foi anunciar o fim desse tipo de indicação. “Lutei muito para que acabássemos com essas listas, mas fui vencido por forças estranhas ao processo”, lamentou o deputado. “Venci pelo voto da maioria, e venceria qualquer outra eleição dentro partido”, prosseguiu Moka.

O último capítulo da passagem recente do parlamentar sul-mato-grossense pela liderança envolveu a eleição da última quarta-feira, que teria sido alvo de tentativa de esvaziamento por parte de Wilson Santiago. “Nós fizemos de tudo para que houvesse quorum, conseguimos atingir nossos objetivos e ainda vimos nosso nome ser indicado por maioria esmagadora dos deputados que lá estiveram para votar”, afirmou. Segundo a assessoria do deputado, Rebelo argumentou que não houve quorum mínimo durante a eleição (83 deputados mais um), uma vez que a assinatura de Geddel Vieira Lima (BA) não conferia com os originais. Moka leu em plenário documento assinado pelo parlamentar baiano, que confirmou estar presente à sessão e garantiu ser sua a assinatura na lista de votação.

“É uma das coisas mais absurdas e arbitrárias que já presenciei na Câmara nesses quase oito anos de mandato”, comentou Waldemir Moka. A recondução de Santiago à liderança do PMDB se deu por uma lista apresentada pelo paraibano, com 44 assinaturas, fato que levou Moka a se “render”, por entender que ela foi construída devido à pressão do líder com o apoio do governo e do presidente da Câmara.

Quatro parlamentares emitiram opinião apoiando o ex-líder peemedebista. “Tenho orgulho em dizer que votei em Vossa Excelência para líder do meu partido, e apóio sua postura de se rebelar contra esses fatos, que só nos prejudicam perante a opinião pública”, relatou Fred Cohler (SC), relatando, ainda, que o uso de listas transformou a escolha do líder em uma “bagunça só comparável à que a Mesa da Câmara está emprestando a todos nós”.

O deputado Ronaldo Caiado (PFL/GO) admitiu que, embora pertença a outra legenda, presenciou pedidos de peemedebistas para que Moka assumisse a liderança do partido, e se disse triste pelo fato de ver o presidente da Casa influenciando em questões internas dos partidos. “O relato feito por Vossa Excelência sobre o envolvimento do presidente Aldo Rebelo constrange a todos nós”, afirmou. Também defenderam o deputado do Estado Paulo Afonso (SC) e Leonardo Picciani (RJ), ambos do PMDB.

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