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Ministro crê em redução de juros para fugir da recessão

Agência Brasil - 21 de julho de 2003 - 10:30

Às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para amanhã e quarta-feira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, diz que governo está preocupado em evitar uma iminente recessão e que, por isso, a redução da taxa básica de juros, a Selic, é consenso na equipe econômica. Para alcançar crescimento de 2% este ano e fazer com que a economia ganhe impulso no próximo, o ministro sugere um segundo semestre marcado pela expressiva folga nos juros.
"O que vai acontecer com a taxa de juros de agora até o fim do ano? Vai voltar para 18% como era a de agosto do ano passado?", indaga Furlan em entrevista exclusiva à Agência Brasil. "Por que não?", responde ele mesmo. O ministro comentou que os dados de deflação anunciados ontem pela Fipe se somam aos argumentos favoráveis à redução consistente da Selic. "Do lado do governo, há uma certa preocupação de que não deixemos o país entrar em recessão", alerta.
O ministro não apostou em quanto será a queda da Selic no próximo Copom, mas afirmou que até o fim deste ano e começo do próximo, há espaço para a redução de pelo menos 10 pontos percentuais para que seja mantida a política do governo de taxa real de juros de um dígito.
"O presidente Lula tem afirmado que a nossa política é de taxa de juros real de um dígito. Quando a inflação era de 17% e o juro de 26%, significava taxa real de um digito. Agora, no momento em que a inflação analisada nos últimos três meses - e olhando para frente - é de 6%, a taxa de juros de um digito significa 15% de Selic", argumentou.(Edla Lula)

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