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Ministro abre seminário em Campo Grande

Anderson Viegas- AP - 10 de junho de 2003 - 14:39

Campo Grande (MS) - O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, disse hoje na abertura do Seminário Estadual para discutir o Plano Plurianual (PPA) 2004-2007, que Mato Grosso do Sul foi escolhido para sediar o primeiro evento que visa debater o assunto, em razão do respeito que governo federal tem pelo governo do Estado, pelo governador Zeca do PT, e pelas organizações que expressam a realidade social.
A abertura do seminário que aconteceu na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Campo Grande, reuniu além do ministro, o secretário de Desenvolvimento Territorial do ministério, Humberto de Oliveira, o secretário de Estado de Desenvolvimento Agrário, Valteci Ribeiro de Castro Júnior (Mineiro), o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Luiz Carlos Bonelli, além de representantes dos movimentos sociais como a CUT agrária, Fetagri e MST.
Antes de participar da abertura do seminário o ministro esteve reunindo rapidamente com representantes da entidades que compõem o Fórum da Terra - Federação de Trabalhadors na Agricultura (Fetagri), Movimento do Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT Agrária), Faff, Conselho Indigenista Missionário (Cimi), MMTR, Fórum da Juventude Rural e Coams), onde recebeu do representante da Coams, Rosalvo Rodrigues, um documento, onde é apresentada a situação agrária do Estado com 48,6 mil famílias de assentados e de pequenos e micro agricultores, e de 13 mil famílias acampadas.
O ministro se comprometeu a estudar o documento, mas disse de antemão, que grande parte das reivindicações do documento estavam sendo atendidas por projetos do governo federal ou Executivo Estadual. Ele também considerou “excelente”a iniciativa proposta pelo governador de criar um comitê formado por representantes da União, do Estado, e dos movimentos sociais para estipular metas de assentamento de famílias sem-terra até 2006, e reiterou a disposição de Zeca de até o encerramento de seu mandato assentar todas as famílias acampadas. Para cumprir essa meta o ministro revelou que o ministério trabalha inicialmente com a projeto de recuperar e fortalecer os assentamentos já existentes, desenvolvendo em paralelo ações de fortalecimento da agricultura familiar, e em um segundo momento avançar no processo de reforma agrária.
Para suprir a demanda por áreas, Rosseto revela que o ministério vai intensificar os processos de vistorias e ao mesmo tempo utilizar para assentamentos terras da União (devolutas) e propriedades colocadas como aval de empréstimos.

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