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Médico que perdeu 4 familiares em tragédia com barco gostava de levar o pai para viajar

"Fisicamente ele está bem, mas o que viveu é indescritível", conta colega de profissão que tem acompanhado de perto o drama do urologista Geovanne Furgado de Souza

DL News - 20 de outubro de 2021 - 14:20

Médico que perdeu 4 familiares em tragédia com barco gostava de levar o pai para viajar
Foto por: Arquivo pessoalOs irmãos Olímpio e Geraldo, tio e pai do médico Geovanne

Depois de enterrar quatro familiares no domingo (17) e um amigo na segunda (18), o médico Geovanne Furtado Souza, que tem mantido contato diário com colegas de Rio Preto, retorna à cidade no final de semana.

Ele segue em Ouro Verde (GO) até sexta-feira (22) para tentar ajudar emocionalmente a irmã, que perdeu pai, filho, marido e tio (respectivamente pai, sobrinho, cunhado e tio do urologista rio-pretense).

Geovanne foi um dos sobreviventes da tragédia que matou sete pessoas no total no rio Paraguai, Mato Grosso do Sul, quando o barco-hotel em que estavam naufragou depois de ser colhido por uma tempestade.

O velório dos quatro familiares do médico - Thiago Souza Gomes (18 anos), Fernando Gomes de Oliveira (49 anos), Geraldo Alves Souza (78 anos) e Olímpio Alves Souza (71 anos) -  foi na maçonaria de Rio Verde.  Fernando Rodrigues Leão (49 anos) foi o último a ser encontrado após o acidente e, por isso, seu enterro foi um dia depois. Ele era amigo da família de Geovanne.

"Fisicamente ele está bem. Mas, emocionalmente, o que ele viveu é indescritível”, afirma o médico urologista Miguel Zeratti, amigo próximo de Geovanne, que tem acompanhado ainda que à distância todo o drama que o ele  vem passando.

Geovanne, contam os amigos, era muito próximo do pai, homem simples, trabalhador do campo. E sempre o levava em viagens ou para pescar. Foi com o filho, por exemplo, que seu Geraldo conheceu a Europa. O urologista, juntamente com o médico Cacau Lopes, de quem foi muito próximo no passado, integravam o time de futebol de médicos que disputavam campeonatos em países do primeiro mundo.

 "Seu Geraldo era alguém ligado à terra. Como não acredito em outra vida, sei que a mãe-terra vai acolhê-lo no seu ventre aconchegante”, deseja Cacau.

A pescaria do grupo de amigos de Rio Verde, que começou no dia 8 de outubro já estava próxima do fim. Os turistas se preparavam para o churrasco de encerramento quando o acidente aconteceu.

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