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Mantega diz que corte será definido até dia 23

Daniel Lima/Agência Brasil - 19 de setembro de 2003 - 14:09

O corte no Orçamento da União para fechar as contas do governo, se houver, será provisório e deverá ser definido entre hoje e o próximo dia 23, prazo final para a equipe econômica enviar o relatório de despesas e receitas ao Congresso Nacional. Segundo o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Guido Mantega, o ajuste "atingirá todos os ministérios, mas ficará abaixo de R$ 1 bilhão".

Mantega já havia anunciado, antes de participar de encontro com empresários britânicos, na Embaixada do Reino Unido, que os cortes poderiam sair hoje. Mas ao deixar o local ele informou que o contigenciamento, se houver, poderá sair até a próxima terça-feira. Na semana passada, depois de um encontro com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, Mantega afirmou que poderia ter de cortar o Orçamento da União para compensar uma queda na projeção de arrecadação do governo em agosto, de R$ 600 milhões.

O corte será provisório porque, segundo o ministro, já há uma recuperação de receitas a partir de setembro em função do aquecimento da economia, o que permitirá "dissolver qualquer contigenciamento". O mesmo deverá acontecer em relação às receitas do ano que vem, com o Produto Interno Bruto (PIB) projetado em 3,5%. "Agora começa um novo processo de análise, porque nós fizemos essas projeções há alguns meses. Mas até a aprovação do projeto de Lei Orçamentária teremos novas perspectivas. Quanto mais para a frente, será melhor para se conhecer o que pode acontecer em 2004", afirmou.

Aos empresários britânicos que participaram da British Business Conference na embaixada, o ministro mostrou que o Brasil passa por uma grande transformação e está em processo acelerado de estabilização, depois da crise de confiança do ano passado. Mantega explicou que as reformas em andamento dão consistência e equilíbrio ao país, que se prepara para o "espetáculo do crescimento" e para isso são necessários investimentos em várias áreas, inclusive com a participação de capital estrangeiro.

A taxa de "risco Brasil", que mede a capacidade de financiamento do país, segundo o ministro, não deve ser um fator de preocupação dos investidores à medida que o Brasil reduz a vulnerabilidade. "Nós hoje somos um grande exportador, já começamos a criar um superávit comercial expressivo e precisamos de menos capital externo para fechar as contas", disse, frisando que isso não significa que o país não precisa de mais investimentos.

Mantega também comentou o fato de o risco país estar próximo aos 650 pontos: "A intenção do governo é uma redução ainda maior. Podemos chegar a 400 pontos. Isso significa uma taxa de juros de 3,5% a 4% para o investidor, o ideal para os próximos anos".

Sobre o comércio exterior brasileiro, o ministro do Planejamento fez questão de demonstrar que o Brasil caminha no sentido de registrar um saldo da balança comercial de aproximadamente US$ 20 bilhões neste ano. Lembrou que o resultado em transações correntes, que é o termômetro da dependência externa do país, tem sido positivo nos últimos 12 meses (US$ 2,5 bilhões). E comentou: "Isso mostra que o Brasil se consolidou, que pode pagar as dívidas e é solvente. Bem ao contrário do que se pensava antes. Este é um país seguro".

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