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Lula diz que pobre não dá calote

Paula Medeiros/Agência Brasil - 09 de setembro de 2003 - 14:56

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, há pouco, que só o estado brasileiro não tinha percebido ainda que as pessoas de baixa renda pagam suas contas e não dão calote. Segundo Lula, isso se deve ao fato de que o único patrimônio que o pobre tem é seu próprio nome. "Se só o estado brasileiro não havia percebido isso ainda, é porque, de certa forma, desconfiava do povo. Porque levava calotes bilionários, tomava tombo de R$ 1 milhão, mas não emprestava R$ 200 para as pessoas mais pobres por pura desconfiança", disse.

Segundo o presidente, a política de microcrédito proposta pelo governo já possibilita o acesso de pessoas de baixa renda ao crédito, o que ajudará a criar um mercado de consumo de massa, fortalecerá a industria, a agricultura e ajudará a promover o desenvolvimento mais sustentável. "Na economia, não existe panacéia, não existe truque, nem carta na manga. O que existe é o compromisso político desse governo de promover a justiça social, democratizando as oportunidades", afirmou Lula.

O presidente participou hoje, no Palácio do Planalto, da solenidade em comemoração à abertura da conta de número 500 mil da "Caixa Aqui", modalidade de conta simplificada destinada à população de baixa renda. Os correntistas poderão ter acesso a credito simplificado, com juros reduzidos. Para o presidente, o microcrédito é fundamental para a retomada da cidadania da população carente.

"Alguns dizem que a vida moderna é uma mistura de sonho e crédito. Eu prefiro dizer que a vida, em todos os tempos, sempre foi uma mistura de trabalho e de esperança. O que a gente está fazendo com o microcrédito é alimentar a chama da esperança para que ela ilumine um futuro melhor para todos nós", disse Lula.

Ele ressaltou que um país não pode ter cidadania pela metade e que o povo não pode viver dividido entre os que comem e os que passam fome, os que moram e os que se escondem, os que têm conta em bancos, créditos, financiamentos e os pobres, aqueles que, mesmo quando ganham algum dinheiro, precisam guardar embaixo do colchão, porque banco nenhum se interessa por eles. Isso criou no Brasil, segundo Lula, dois tipos de dinheiro: o do rico e o do pobre. "O dinheiro do rico fica protegido no banco, dorme lá. Rende juros, serve de aval para conseguir mais recursos, créditos, financiamentos, coisas que os pobres não têm", acrescentou.

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