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Geral

Juros do cheque especial caem para 163,9% ao ano

Ma.Helena Antun/Agência Brasil - 23 de setembro de 2003 - 14:31

A taxa de juros cobrada pelos bancos no cheque especial caiu dez pontos percentuais em agosto: 163,9%, ao ano. No entanto, de acordo com o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, até o dia 10 de setembro houve uma redução de mais dez pontos percentuais, isto é, a taxa estava no patamar de 153,9%. Esse montante é o menor desde julho de 2001. Segundo Lopes, essa queda está associada às últimas reduções na Selic.

Ainda de acordo com o Banco Central, os juros cobrados nas operações de crédito pessoal tiveram queda de 4,2 pontos percentuais, em agosto, 10,6 pontos percentuais, no trimestre, 4,3 pontos percentuais desde janeiro, e aumento de 5,8 pontos percentuais, em doze meses. A taxa anualizada em agosto ficou em 87,5%.

O financiamento para aquisição de veículos teve redução dos juros para 41,4%, ao ano, em agosto. A queda foi de 1,5 ponto percentual, no mês, de seis pontos percentuais, no trimestre, de 14,1 pontos percentuais, no ano, e de 8,6 pontos percentuais, no acumulado em doze meses.

De acordo com o relatório do Banco Central, a taxa de juros cobrada pelos bancos nas operações de crédito chegou a 52,7%, com queda de 2,2 pontos percentuais, no mês, 5,1 pontos percentuais, no trimestre, e elevação de 1,7 ponto percentual, no ano, e de 6,4 pontos percentuais, em doze meses.

A taxa de spread (ganho das instituições financeiras entre a captação e o repasse dos recursos) ficou em 31,3% ao ano, em agosto. No mês, a redução atingiu 1,1 ponto percentual, no trimestre 2,4 pontos percentuais e em doze meses, 0,1 ponto percentual. No ano, houve uma pequena elevação de 0,2 ponto percentual.

O Banco Central informou, ainda, que o volume global de crédito do sistema financeiro totalizou R$ 385 bilhões em agosto, com incremento de 0,6% no mês, mantendo em a relação com o Produto Interno Bruto (PIB) em 25%.

Os financiamentos do sistema financeiro público atingiram R$ 156 bilhões, com elevação de 1%, no mês, e de 8%, no ano, enquanto os bancos privados concederam R$ 229 bilhões, com crescimento mensal de 0,3% e queda anual de 2,1%.

Segundo o relatório do Banco Central, a "discreta" expansão do volume das operações de crédito, em agosto, ainda não se refletiu de forma significativa na demanda por novos empréstimos, especialmente por parte das empresas.

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