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Geral

Indústria quer imediata definição de padrão digital

16 de maio de 2006 - 16:32

O diretor da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Benjamin Benzaquen Sicsú, defendeu há pouco uma decisão sobre o padrão de TV digital no Brasil, que, segundo ele, vai introduzir uma nova tecnologia no País. Sicsú ressaltou que a Abinee se mantém neutra em relação ao padrão que deve ser escolhido.
Durante debate na Câmara sobre TV digital, Sicsú disse que, no ano passado foram produzidos 180 milhões de televisores no mundo; só no Brasil foram 10 milhões de aparelhos. Ele lembrou que o faturamento dos televisores de LCD (monitor de cristal líquido, sigla em inglês de liquid crystal display) já alcançou o valor das vendas dos aparelhos de tubo, apesar de eles serem apenas 15% dos aparelhos vendidos.
De acordo com as previsões da Abinee para o Brasil, no próximo ano será maior o número de monitores de LCD para computadores do que os tradicionais.
Atualmente, são vendidos por ano em todo o mundo 300 mil celulares que captam sinais de TV. A previsão é de que, em 2010, o mercado chegue a 150 milhões de aparelhos que captarão sinais de TV, algo em torno de 20% do mercado de celulares.

Funcionalidades
O representante da indústria destacou que "a pesquisa feita pela academia não incorporou um novo padrão, mas incrementou novas funcionalidades e aplicações aos padrões já existentes". Sicsú afirmou que, entre as propostas das universidades, está o MPEG-4, um sistema de compressão dos sinais que dá economia para o sistema, pois barateia o custo de armazenagem de sinal e, por isso, traz grande vantagem econômica para o País.
A segunda questão desenvolvida pela academia diz respeito às aplicações relativas à interatividade. O diretor da Abinee ressaltou que os países que já desenvolveram TVs digitais comerciais resolveram a questão da conectividade do cidadão com a informação. Isso pelo fato de esses países serem mais ricos e terem um bom padrão de educação, acrescentou. Essa funcionalidade, portanto, poderá ser oferecida aos demais países que têm uma situação similar a nossa. "O desenvolvimento de softwares, no qual o Brasil tem boa participação, é uma ótima oportunidade de negócios", observou.

Incentivos
O representante da indústria enfatizou a necessidade de "criação de um mecanismo de financiamento de pesquisa e desenvolvimento para dar soberania tecnológica ao País". Na opinião de Benjamin Sicsú, a produção brasileira não leva à pesquisa e ao desenvolvimento porque a indústria local é só montadora. Ele sugeriu a isenção, na venda de TVs, do PIS e do Cofins, redução da carga de ICMS e a exigência de que essa contrapartida seja investida na pesquisa para assegurar um fluxo contínuo de recursos para as pesquisas, especialmente na questão da interatividade. Um fundo publicamente gerenciado pode ser revertido para financiar o trabalho conjunto de empresas e academia, sublinhou.
O seminário "TV Digital: Futuro e Cidadania - obstáculos e desafios para uma nova comunicação" é promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, em parceria com o Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos Deputados.

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