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Índios mantêm protestos e bloqueio de rodovia em MS

Vinicius Konchinski , ABr - 03 de fevereiro de 2009 - 18:21

São Paulo - Cerca de 50 índios mantêm, há mais de 24 horas, um bloqueio na rodovia estadual MS-156, em um trecho no município de Dourados, em Mato Grosso do Sul. O bloqueio faz parte de uma série de protestos que vêm sendo realizados desde a semana passada contra os atuais dirigentes da Superintendência Regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Dourados.

Os índios pedem a saída da atual superintendente regional, Margarida Nicoletti, mas a Funai já informou que o afastamento está descartado.

Na última quarta-feira (28), o mesmo grupo de indígenas que bloqueia a estrada invadiu a sede da Funai em Dourados. O escritório regional só foi desocupado no dia seguinte, após a Justiça determinar a reintegração de posse do local. Desde então, alguns pessoas estão acampadas em frente ao prédio.

Hoje (3), seis vereadores de cidades próximas a Dourados reuniram-se na Câmara de Vereadores do município para discutir os protestos. O encontro foi organizado por um vereador de Dourados, o petista Dirceu Longhi.

De acordo com o vereador, os protestos estão sendo promovidos por índios, em sua grande maioria, da etnia Terena. Ele disse, entretanto, que índios de outras etnias, como a Guarani-Kaiowá, apóiam a atual administração regional da Funai.

“Os índios do protesto querem que a administração fique a cargo de um membro da comunidade indígena da região, mas outros índios já falaram que isso não é prioridade”, afirmou Longhi, em entrevista à Agência Brasil. “Para eles [os que não participam das ações] é mais importante garantir a ação da Funai na região do que mudar o comando da escritório de Dourados.”

Segundo Longhi, frente à divisão entre os próprios índios, os vereadores reunidos decidiram apoiar qualquer consenso entre a comunidade indígena da região. Ainda hoje, líderes de todas as etnias das aldeias da região devem se reunir para definir uma posição unificada.

Até a publicação desta reportagem, a Agência Brasil não havia conseguido entrar em contato com os líderes dos protestos realizados em Dourados.





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