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Geral

Governo poderá dar incentivo a criação de búfalo

Elaine Valdez/Agência Popular - 05 de setembro de 2003 - 09:53

Estiveram ontem pela manhã na secretaria de Estado da Produção e do Turismo (Seprotur), representantes da ACB-MS (Associação dos Criadores de Búfalo de Mato Grosso do Sul), que demonstraram aos técnicos da Secretaria, as vantagens da carne e rentabilidade de produção destes animais e fizeram algumas reivindicações.

O Presidente da Fundação Centro Tecnológico de Búfalos e Desenvolvimento Agropecuário, Eduardo Haik, também esteve presente. Em pauta, foi levantada a possibilidade de usufruírem dos benefícios financeiros do Programa de Avanços da Pecuária (Proape). Além disso reivindicaram também pela isenção dos tributos estaduais; prazo de um ano para cadastramento de rebanhos clandestinos, tanto no Iagro quanto na Agência Fazendária (Agenfa); reconhecimento do Governo de que é uma carne light; solicitação de financiamento para pequenos e médios produtores.

Segundo o Presidente da ACB-MS, Antônio Migliorini, esta reunião teve como objetivo, organizar a cadeia produtiva da bubalinocultura, que não é reconhecida no Estado, resolver o problema do cadastramento dos rebanhos no Iagro, e principalmente, mobilizar o governo quanto a importância da carne bubalina na mesa da população que desconhece as propriedades, por falta de informação. “Apenas um a cada 100 brasileiros já experimentou a carne de búfalo”, declarou Migliorini.

Dentre as vantagens desta carne vale ressaltar que possui 40% menos colesterol em relação ao bovino, 55% menos calorias, sendo 11% mais de proteínas e 10% a mais de minerais. Sem contar que o búfalo é um animal ecológico, pois convive com o meio ambiente sem alterá-lo, devido sua rusticidade e maior poder de conversão do alimento em proteína, não há necessidade de substituição da pastagem natural por outra mais nobre, sem contar que as fezes do animal servem de ração aos peixes.

Comparando com a carne bovina, com o mesmo tanto de leite se faz o dobro de queijo, o couro vendido no lugar certo vale o dobro que o similar, a matriz produz o dobro de filhotes. Assim como também muitas plantas rejeitadas pelos bovinos são pastadas pelos búfalos e a taxa de mortalidade do bovino é 60% maior que do bubalino. “Outra fama que precisa ser explicada é que o búfalo não é um animal bravo, pelo contrário, bem tratado ele é extremamente dócil”, explicou Eduardo Haik.

Para Migliorini a primeira coisa a ser feita prioritariamente é levar informação à população. Por não ter costume de consumir a carne bubalina é preciso haver uma reeducação, buscar condições para que todos conheçam as vantagens desta carne.

Segundo o secretário de Estado da Produção e do Turismo, José Antônio Felício, existe um grande interesse por parte do Governo Estadual em apoiar a bubalinocultura, recomendado pelo próprio Governador. Os técnicos da Secretaria estarão analisando as propostas a fim de que a bubalinocultura possa entrar na Câmara Setorial da Bovinocultura, que é um fórum de discussão e de definição de políticas para o setor. Desta forma, poderá ser criado instrumentos necessários para o desenvolvimento desta atividade.

A próxima reunião ficou agendada para outubro, possivelmente na Seprotur, para tratar destas e de outras reivindicações. Além disso, estarão presentes todas as outras cadeias produtivas da carne. Mais informações podem ser obtidas através do 318-5009.



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