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Geral

Funai de Dourados faz mutirão para entrega de cestas

Vinicius Konchinski , ABr - 19 de fevereiro de 2009 - 21:08

Dourados (MS) - O escritório regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Dourados (MS) iniciou ontem (18) um mutirão para a entrega de cestas básicas e sementes que estavam retidas devido a um protesto que fechou o órgão por 21 dias.

Cerca de 13 mil cestas têm de ser entregues para os mais de 40 mil índios que vivem em 50 aldeias ou acampamentos na região sul de Mato Grosso do Sul.

De acordo com Lizandra Chuaiga, servidora responsável pelo programa de segurança alimentar da Funai de Dourados, o trabalho para a entrega das cestas básicas deve durar até o final da semana que vem.

“Vamos trabalhar até o fim desta semana, depois paramos por causa do Carnaval, e então retomamos o trabalho”, explicou ela, em entrevista concedida hoje (19) à Agência Brasil.

Ontem, afirmou Chuaiga, seis aldeias da região foram atendidas. Hoje, outras 11 receberam as cestas, entre elas a aldeia de Jaguapiru e do Bororó, ambas em Dourados. Estas duas aldeias estão entre as mais populosas do país e abrigam cerca de 13 mil índios guaranis.

Getúlio Juca de Oliveira, cacique guarani-kaiowá da aldeia do Jaguapiru, afirmou que alguns índios da reserva não recebiam as cestas da Funai há mais de um mês. Como o protesto de um grupo de outros indígenas impediu a entrega das cestas no início de fevereiro, o último auxílio que eles haviam recebido foi o de início de janeiro.

“A situação estava preocupante, e vai ficar mais”, afirmou Oliveira. “O tempo não ajudou na plantação. Este ano a colheita deve ser ruim e muito índio vai passar necessidade.”

Ainda de acordo com o cacique, as sementes que a Funai fornece aos indígenas também ainda não foram entregues devido ao protesto. Ele disse que lavouras de arroz e amendoim, geralmente semeadas no início de fevereiro, já não terão a mesma produtividade caso semeadas agora.

Marcos Pereira, responsável pelo programa de atividade produtiva da Funai, ratificou que a produtividade de algumas lavouras será comprometida pelo atraso na entrega das sementes. Ele disse, porém, que espera iniciar as entregas na semana após o carnaval para que, pelo menos, as plantações de milho e de feijão não sejam prejudicadas.

Já o atendimento pessoal dos indígenas na Funai não tem prazo para ser retomado. Segundo o órgão, todos os servidores estão envolvidos com a entrega das cestas e sementes e só quando o mutirão acabar, os outros serviços prestados serão normalizados. “A parte jurídica e de documentação está toda parada”, afirmou Chuaiga. “Tem índio nascendo, índio morrendo, e a gente não pode fazer nada.”




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