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Fevereiro teve deflação de 0,13%, indica IGP-DI

Cristiane Ribeiro, ABr - 09 de março de 2009 - 11:15

Rio de Janeiro - O recuo nos preços praticados no varejo e dos custos da construção civil, aliado à manutenção da queda dos custos no atacado, fizeram o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) apresentar deflação em fevereiro. A taxa ficou em -0,13%, enquanto em janeiro o IGP-DI foi de 0,01%, conforme os dados divulgados hoje (9) pela Fundação Getúlio Vargas.

Entre os componentes do IGP-DI, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que contribuiu com 30% para a formação geral do índice, desacelerou para 0,21% depois da alta de 0,83% em janeiro.

Seis das sete classes de despesa investigadas apresentaram recuo nas suas taxas, sendo que os destaques foram nos grupos educação, leitura e recreação (de 3,53% para 0,49%) e alimentação (de 1,00% para –0,12%). Ainda com decréscimo nas taxas aparecem habitação (de 0,31% para 0,25%), vestuário (de –0,19% para –0,71%), transportes (de 0,74% para 0,66%) e despesas diversas (de 0,36% para 0,18%).

Apenas o grupo saúde e cuidados pessoais registrou alta em sua taxa de variação (de 0,45% para 0,70%), impulsionada pela alta nos preços de artigos de higiene e cuidado pessoal.

O Índice de Preços por Atacado (IPA), que responde por 60% da composição do IGP-DI, caiu 0,31% em fevereiro, ante queda de 0,33 por cento em janeiro. Os preços dos produtos agropecuários tiveram o maior recuou de janeiro para fevereiro (de 2,07% para –0,36%), enquanto houve aceleração nos preços dos produtos industriais (de –1,16% para –0,29%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que contribui com apenas 10% na formação do IGP-DI) também registrou em fevereiro variação abaixo do resultado de janeiro. A taxa ficou em 0,27%, ante 0,33% do mês anterior. Os grupos serviços e mão-de-obra tiveram suas taxas reduzidas de 1,18% para 0,60% e de 0,28% para 0,23%, respectivamente. Já os preços dos materiais subiram levemente, de 0,23% para 0,24%.

De acordo com a Fundação Getulio Vargas, o IGP-DI faz parte de uma cesta de índices aplicados para reajustes de tarifas públicas, contratos de aluguel e planos de seguros de saúde de contratos antigos. Durante muitos anos, o índice foi utilizado como base de reajustes de tarifas telefônicas. Para o cálculo da taxa de fevereiro, os preços foram coletados entre os dias 1º e 28 do mês de referência.


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